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In Memoriam Sean Connery


Desaparecido em outubro passado, aos 90 anos, não foi só um dos mais populares atores do último meio século, foi também um ator que conservou essa popularidade durante muito mais tempo do que é habitual, continuando, bem para lá dos 60 anos, a ser cabeça de cartaz em diversos filmes de grande impacto. Claro que a sua encarnação de James Bond, o agente secreto criado por Ian Fleming, é um marco – para a carreira de Connery, e para a carreira cinematográfica de 007, que depois passou por diversos atores sobre quem a sombra de Connery, o “original”, nunca deixou de pesar. Mas não se pode resumir a 007 a carreira deste ator que, como tantos oriundos das ilhas britânicas (Connery era escocês, de ascendência irlandesa) começou no teatro, e teve alguns papéis em cinema, em filmes não especialmente relevantes, a partir do final dos anos cinquenta. Foi no princípio dos anos 60, quando foi o escolhido para a primeira adaptação cinematográfica das aventuras de James Bond (“Bond... James Bond”: nenhum outro ator disse estas palavras com o mesmo “aplomb” nem, sobretudo, com o mesmo sotaque escocês), que tudo mudou para ele. Mas Connery não era alguém para ficar satisfeito com a fama instantânea nem com o “seguro de vida” que era o seu sucesso como Bond. Imediatamente, e em paralelo com a sua vida como 007, tratou de diversificar o seu trabalho, o que o conduziu a Hitchcock (MARNIE) ou a Sidney Lumet (THE HILL), realizador com quem, de resto, colaboraria depois variadas vezes. Esteve nalguns singularíssimos filmes, ingleses e americanos, dos anos setenta e oitenta, mas, depois de deixar definitivamente a saga de Bond, seria no final da década de oitenta que, com a boleia do Oscar por THE UNTOUCHABLES, a sua carreira ganharia um surpreendente – por ser raro tal acontecer a atores à beira de dobrarem o cabo dos 60 anos - segundo fôlego. Connery foi um ator da primeira linha do cinema americano durante toda a década de noventa, esteve nalguns dos melhores e mais populares filmes do período (é de destacar a sua colaboração com John McTiernan em HUNT FOR RED OCTOBER e MEDICINE MAN) e só no século XXI, depois de FINDING FORRESTER (filme de 2000 assinado por Gus van Sant, talvez o último título relevante da vasta filmografia de Connery), abrandaria o ritmo rumo a uma progressiva e nada dramática despedida. Evocamo-lo neste programa “in memoriam”, com destaque para alguns desses filmes semi-esquecidos em que Connery participou, como ROBIN AND MARIAN, THE WIND AND THE LION ou THE OFFENCE.
 
 
04/01/2021, 15h00 | Sala M. Félix Ribeiro
Ciclo In Memoriam Sean Connery

Diamonds Are Forever
Os Diamantes São Eternos
de Guy Hamilton
Reino Unido, 1971 - 121 min
 
04/01/2021, 17h30 | Sala M. Félix Ribeiro
Ciclo In Memoriam Sean Connery

The Offence
O Delito
de Sidney Lumet
Reino Unido, 1973 - 112 min
05/01/2021, 15h00 | Sala M. Félix Ribeiro
Ciclo In Memoriam Sean Connery

Robin And Marian
A Flecha e a Rosa
de Richard Lester
Estados Unidos, Reino Unido, 1976 - 106 min
05/01/2021, 17h30 | Sala M. Félix Ribeiro
Ciclo In Memoriam Sean Connery

Zardoz
Zardoz
de John Boorman
Reino Unido, 1974 - 106 min
06/01/2021, 15h00 | Sala M. Félix Ribeiro
Ciclo In Memoriam Sean Connery

The Offence
O Delito
de Sidney Lumet
Reino Unido, 1973 - 112 min
04/01/2021, 15h00 | Sala M. Félix Ribeiro
In Memoriam Sean Connery
Diamonds Are Forever
Os Diamantes São Eternos
de Guy Hamilton
com SEAN CONNERY, Jill St. John, Charles Gray, Lana Wood, Jimmy Dean, Bruce Cabot, Bernard Lee, Lois Maxwell
Reino Unido, 1971 - 121 min
legendado eletronicamente em português | M/12
O relativo fracasso de George Lazenby como 007 em ON HER MAJESTY’S SECRET SERVICE, levou os produtores a convencerem, a troco de um salário a peso de ouro, o relutante Sean Connery a voltar a vestir a pele de Bond. É o que faz nesta aventura em Las Vegas, mais em ritmo de “serial” do que de thriller de espionagem.

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04/01/2021, 17h30 | Sala M. Félix Ribeiro
In Memoriam Sean Connery
The Offence
O Delito
de Sidney Lumet
com SEAN CONNERY, Trevor Howard, Ian Bannen,Vivien Merchant
Reino Unido, 1973 - 112 min
legendado em sueco e eletronicamente em português | M/16
Sidney Lumet era um dos realizadores de quem Sean Connery mais gostava. Depois de já ter trabalhado com ele em THE HILL e THE ANDERSON TAPES, foi dele que se lembrou para dirigir uma adaptação de uma peça teatral de John Hopkins, que era um projeto pessoal de Connery. É um filme psicologicamente denso, que oferece a Connery uma faceta que os 007s não permitiam, e que o põe na pele de um detetive que usa violência desmedida no interrogatório de um suspeito de molestar crianças, e acaba por o matar. Primeira apresentação na Cinemateca. A exibir em cópia digital.

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05/01/2021, 15h00 | Sala M. Félix Ribeiro
In Memoriam Sean Connery
Robin And Marian
A Flecha e a Rosa
de Richard Lester
com SEAN CONNERY, Audrey Hepburn, Nicol Williamson, Denholm Elliott
Estados Unidos, Reino Unido, 1976 - 106 min
legendado eletronicamente em português | M/12
Richard Lester, que já tinha filmado as aventuras dos Três Mosqueteiros, atira-se em ROBIN AND MARIAN ao universo do Robin dos Bosques. Com a original premissa de tudo se passar num tempo posterior às aventuras mais conhecidas das personagens, e todos estarem, portanto, mais velhos. É assim que Sean Connery pode ser Robin, e Audrey Hepburn Marian, esta pondo fim a um interregno de uma meia dúzia de anos sem qualquer trabalho em cinema. Um filme a redescobrir, de um cineasta, Lester, sempre imprevisível. Primeira apresentação na Cinemateca. A exibir em cópia digital.

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05/01/2021, 17h30 | Sala M. Félix Ribeiro
In Memoriam Sean Connery
Zardoz
Zardoz
de John Boorman
com SEAN CONNERY, Charlotte Rampling, Sara Kestelman
Reino Unido, 1974 - 106 min
legendado eletronicamente em português
Um dos mais singulares projetos de John Boorman, que misturando um universo de fantasia com um comentário “ecológico” tinha aqui um precursor de EXCALIBUR ou EMERALD FOREST. “Zardoz” é o nome de um deus venerado por uma comunidade dum mundo pós-apocalíptico, onde uma rígida estratificação social protege uma casta de privilegiados. Connery é a personagem que não aceita este estado de coisas, e parte numa demanda para o mudar. ZARDOZ foi um fiasco na altura da estreia, mas entretanto foi-se tornando objeto de algum culto. A indumentária envergada por Connery talvez tenha algo que ver com isso. O filme não é apresentado na Cinemateca desde 1985. A exibir em cópia digital.

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06/01/2021, 15h00 | Sala M. Félix Ribeiro
In Memoriam Sean Connery
The Offence
O Delito
de Sidney Lumet
com SEAN CONNERY, Trevor Howard, Ian Bannen,Vivien Merchant
Reino Unido, 1973 - 112 min
legendado em seuco e eletronicamente em português | M/16
Sidney Lumet era um dos realizadores de quem Sean Connery mais gostava. Depois de já ter trabalhado com ele em THE HILL e THE ANDERSON TAPES, foi dele que se lembrou para dirigir uma adaptação de uma peça teatral de John Hopkins, que era um projeto pessoal de Connery. É um filme psicologicamente denso, que oferece a Connery uma faceta que os 007s não permitiam, e que o põe na pele de um detetive que usa violência desmedida no interrogatório de um suspeito de molestar crianças, e acaba por o matar. Primeira apresentação na Cinemateca. A exibir em cópia digital.

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