28/06/2016, 15h30 | Sala M. Félix Ribeiro
As Mil Apoteoses de Minnelli

Retrospetiva Integral
The Courtship of Eddie’s Father
As Noivas do Papá
de Vincente Minnelli
com Glenn Ford, Shirley Jones, Stella Stevens, Dina Merrill, Roberta Sherwood, Ronny Howard
Estados Unidos, 1963 - 118 min
legendado eletronicamente em português | M/12

Uma comédia de Minnelli sobre um garoto que se resolve armar em casamenteiro do pai viúvo e provoca uma série de encontros com potenciais noivas da sua escolha, com resultados inesperados. O garoto é interpretado por Ron Howard, futuro realizador bem conhecido (autor de APOLLO 13 e A BEAUTIFUL MIND, entre outros).

28/06/2016, 19h00 | Sala M. Félix Ribeiro
Encontro com Béla Tarr
Katzelmacher
“O Emigrante”
de Rainer W. Fassbinder
com Rainer W. Fassbinder, Hanna Schygulla, Lilith Ungerer, Irm Hermann
Alemanha, 1969 - 88 min
legendado eletronicamente em português | M/12
com a presença de Béla Tarr

KATZELMACHER, a segunda longa-metragem de Fassbinder, baseia-se numa peça de sua autoria e foi filmada num estilo semelhante a “O AMOR É MAIS FRIO QUE A MORTE” e a “OS DEUSES DA PESTE”: a preto e branco, com predominância do branco, longos planos fixos, uma trama e uma encenação “minimalistas”. O título do filme, que se pode traduzir literalmente por “o fazedor de gatos” é um termo pejorativo para designar os imigrantes, que supostamente fazem filhos às ninhadas, como os gatos. O próprio Fassbinder representa o papel de um imigrante grego, hostilizado por uma série de jovens alemães parasitas e oportunistas e o desenlace sugere duas opções possíveis: uma fascista, a outra anarquista.

28/06/2016, 21h30 | Sala M. Félix Ribeiro
Encontro com Béla Tarr
Panelkapcsolat
“Gente Pré-Fabricada”
de Béla Tarr
com Judit Pogány, Robert Koltai
Hungria, 1982 - 102 min
legendado eletronicamente em português | M/12
com a presença de Béla Tarr

Um dos primeiros momentos significativos para Béla Tarr em termos de reconhecimento crítico internacional, com uma menção honrosa ganha em Locarno 1982. PANELKAPCSOLAT, que será o filme em que mais se nota a influência de um dos poucos cineastas americanos realmente admirados por Béla Tarr (John Cassavetes), é um retrato, amargo e cerrado, de um casal de operários na Hungria comunista dos anos oitenta, ainda antes de começarem a soprar os ventos da “perestroika” e das mudanças no Leste da Europa. É uma oportunidade para ver Tarr a trabalhar num registo realista muito direto e muito quotidiano, antes da estilização, a tender para a “metafísica”, que em breve se tornaria caraterística do seu cinema.