06-07-2015, 15h30 | Sala M. Félix Ribeiro
Are You for Real? Uma Viagem Afrofuturista do Blaxploitation às Utopias Queer Visuais e Sonoras

Em colaboração com o Queer Lisboa
SPACE IS THE PLACE
de John Coney
com Sun Ra, Barbara Deloney, Ray John
Estados Unidos, 1974 - 85 min
legendado eletronicamente em português | M/16

Um filme mítico, por ser o primeiro em que surge, no seu próprio papel, Sun Ra, músico e visionário, que dizia ter vindo de outro planeta. Em SPACE IS THE PLACE é exatamente isto que acontece: Sun Ra e a sua Arkestra voltam à Terra depois de uma longa estadia no espaço sideral. Sun Ra joga às cartas com uma figura sinistra, para “ganhar” a comunidade negra, pois o seu objetivo é transportar toda a comunidade negra americana para outro planeta, que descobrira durante as suas viagens.

06-07-2015, 19h00 | Sala M. Félix Ribeiro
Are You for Real? Uma Viagem Afrofuturista do Blaxploitation às Utopias Queer Visuais e Sonoras

Em colaboração com o Queer Lisboa
SWEET SWEETBACK’S BAADASSSSS SONG
de Melvin van Peebles
com Melvin van Peebles, Simon Chucskter, Hrbert Scales
Estados Unidos, 1971 - 97 min
legendado eletronicamente em português | M/16

Realizado por Melvin van Peebles, um dos primeiros realizadores negros americanos de envergadura, este também é considerado o filme que inaugura a Blaxploitation, embora o seu protagonista não seja um super-homem, como é costume neste género. O filme é uma metáfora das relações entre brancos e negros nos Estados Unidos: um prostituto negro aceita ser testemunha num inquérito policial, mas agride violentamente dois polícias, quando estes espancam um Pantera Negra e foge, com a ajuda de membros da comunidade negra. Música dos Earth, Wind & Fire. A apresentar em cópia digital.

06-07-2015, 21h30 | Sala M. Félix Ribeiro
Are You for Real? Uma Viagem Afrofuturista do Blaxploitation às Utopias Queer Visuais e Sonoras

Em colaboração com o Queer Lisboa
CLEOPATRA JONES
de Jack Starret
com Tamara Dobson, Bernie Care, Brenda Sykes
Estados Unidos, 1973 - 90 min
legendado eletronicamente em português | M/16

Realizado no auge da Blaxploitation, que transformou todos os negros em super-homens depois de decénios de racismo, CLEOPATRA JONES tem como protagonista uma agente do FBI (“um metro e oitenta e oito de dinamite”, dizia o cartaz original) que participa da “guerra às drogas”. O filme, por sinal, mostra mais especificamente uma guerra entre mulheres: depois de Cleopatra Jones incendear uma plantação de papoilas (usadas para fabricar ópio) na Turquia, a dona da plantação declara-lhe guerra. A personagem de Cleopatra Jones voltaria à ação dois anos depois em CLEOPATRA JONES AND THE CASINO OF GOLD, mas tanto ela quanto a atriz que a encarna não tardariam a desaparecer.