20/10/2017, 11h30 | Sala M. Félix Ribeiro
A Cinemateca com o Doclisboa | Uma Outra América: O Singular Cinema do Quebeque

Em colaboração com o Doclisboa, com o apoio do Office National du Film du Canada / National Film Board of Canada e da Cinémathèque Québécoise
À Saint Henry le 5 Septembre | La Lutte | Bûcherons de la Manouane
duração total da projeção: 95 min | M/12
Direct Cinema in Quebec / O Cinema Direto no Quebeque
À SAINT HENRY LE 5 SEPTEMBRE
de Hubert Aquin
Canadá, 1962 – 41 min / legendado eletronicamente em português
LA LUTTE
de Claude Jutra, Michel Brault, Marcel Carrière, Claude Fournier
Canadá, 1961 – 27 min / legendado eletronicamente em português
BÛCHERONS DE LA MANOUANE
de Arthur Lamothe
Canadá, 1962 – 27 min / legendado eletronicamente em português

Sessão que abre três das grandes linhas temáticas do cinema desta época: a vida urbana (24h na vida do bairro operário de Saint-Henry, em Montréal, no primeiro dia de escola), o desporto (a luta profissional, entre um torneio no Forum de Montréal e os salões clandestinos), as comunidades isoladas numa natureza dura (no outono e inverno, os lenhadores trabalham numa floresta nevada). Três filmes em que a portabilidade do equipamento, o som síncrono, a imersão nos espaços-tempos filmados (ou seja, a linguagem do Cinema Direto) constroem, de maneiras muito diversas, retratos de enorme força poética. Segunda exibição em novembro.
 
20/10/2017, 15h30 | Sala M. Félix Ribeiro
A Cinemateca com o Doclisboa | Uma Outra América: O Singular Cinema do Quebeque

Em colaboração com o Doclisboa, com o apoio do Office National du Film du Canada / National Film Board of Canada e da Cinémathèque Québécoise
La Visite du General de Gaulle au Quebec | Incident at Restigouche
duração total da projeção: 74 min | M/14
A Free Quebec? / O Quebeque Livre? I
LA VISITE DU GENERAL DE GAULLE AU QUEBEC
de Jean-Claude Labrecque
Canadá, 1967 – 29 min / legendado em português e inglês
INCIDENT AT RESTIGOUCHE
de Alanis Obomsawin
Canadá, 1984 – 45 min / legendado eletronicamente em português

A 24 de Julho de 1967 Charles de Gaulle visita a província do Quebeque. Labrecque (com a colaboração decisiva de Brault e Gosselin nas outras câmaras, e de Marcel Carrière no som) acompanha o acontecimento, construindo um percurso em crescendo até ao momento em que de Gaulle, após apelar à saudação da “Nouvelle France”, solta o célebre grito “Vive le Québec libre!”, que leva a população ao rubro e despoleta uma crise diplomática. Rodado em 35mm mas com um tipo de movimentação próximo do 16mm, o filme dá a sentir, como nenhuma reportagem do mesmo episódio, o espírito único desse momento coletivo. Em contraponto, Alanis Obomsawin apresenta uma profunda investigação acerca das rusgas policiais que tentaram travar os protestos do povo Mi’kmaq, após este mesmo povo ter visto restringidos os seus direitos à pesca do salmão. Duas faces de uma mesma moeda: a colonização e a representação das ideias de justiça e autonomia. O que significa um Quebeque livre?
 
20/10/2017, 18h30 | Sala Luís de Pina
A Cinemateca com o Doclisboa | Uma Outra América: O Singular Cinema do Quebeque

Em colaboração com o Doclisboa, com o apoio do Office National du Film du Canada / National Film Board of Canada e da Cinémathèque Québécoise
Rouli-Roulant | Wow
duração total da projeção: 110 min | M/12
WOW / UAU
ROULI-ROULANT
de Claude Jutra
Canadá, 1966 – 16 min / legendado em português e inglês
WOW
de Claude Jutra
Canadá, 1969 – 94 min / legendado em português e inglês

Sessão atravessada pela imaginação adolescente, captada de modo brilhante por Jutra. ROULI-ROULANT revela a relação dos miúdos com o skate como ímpeto libertador e forma de rebeldia contra a normalização das ruas. WOW, filme de extrema beleza, conta os sonhos e as preocupações de um grupo de jovens. Entre entrevistas a preto e branco e cenas a cores que representam os sonhos de cada um, traz-nos a adolescência sem condescendência ou poetização vazia. Retomando uma linha fundamental em À TOUT PRENDRE - a tensão entre a realidade e a nossa imaginação do mundo, extremando o desejo de liberdade, WOW é um filme absolutamente contemporâneo.
 
20/10/2017, 19h00 | Sala M. Félix Ribeiro
A Cinemateca com o Doclisboa | Uma Outra América: O Singular Cinema do Quebeque

Em colaboração com o Doclisboa, com o apoio do Office National du Film du Canada / National Film Board of Canada e da Cinémathèque Québécoise
Pour la Suite du Monde
de Pierre Perrault, Michel Brault
Canadá, 1963 - 105 min
legendado em português e inglês | M/12
To Those Who Come / Aos Que Vêm Aí
Primeira longa-metragem produzida pelo Office National du Film du Canada, estreado em Cannes em 1963, é o primeiro grande documentário do Quebeque, uma obra maior de Perrault e Brault. Filmado na Île-aux-Coudres no rio Saint Laurent, numa comunidade de pescadores de golfinhos de longa tradição, é não só um denso retrato antropológico, mas também uma reflexão sobre a história e identidade da região, sobre a relação desta com os habitantes anteriores, com o país Canadá e com a América como identidade. Uma obra sobre a persistência de uma comunidade assente na tradição. (Cf. também “Le Beau Plaisir”, de 1968, feito também com Bernard Gosselin).
 
20/10/2017, 21h30 | Sala M. Félix Ribeiro
A Cinemateca com o Doclisboa | Uma Outra América: O Singular Cinema do Quebeque

Em colaboração com o Doclisboa, com o apoio do Office National du Film du Canada / National Film Board of Canada e da Cinémathèque Québécoise
A Chairy Tale | À Tout Prendre
duração total da projeção: 108 min | M/12
Take it All
A CHAIRY TALE
de Claude Jutra, Norman McLaren
Canadá, 1957 – 9 min / legendado eletronicamente em português
À TOUT PRENDRE
de Claude Jutra
Canadá, 1963 min – 99 min / legendado em português e inglês

Em À TOUT PRENDRE, Jutra e a sua companheira, Johanne Harrelle, são o casal central num filme fortemente autobiográfico, em que a conjugalidade se confronta com o desejo homossexual. Associando a auto-ficção às técnicas do Cinema Direto (som direto, luz natural, câmara presente na ação), o realizador representa-se num vai-e-vem entre uma construção cinematográfica do mundo (de procedimentos quase experimentais) e a sua realidade pessoal, intuindo o que viria a ser um dos caminhos mais interessantes no cinema de hoje. A anteceder a longa-metragem, um dos mais célebres clássicos de animação de Norman McLaren, e uma das suas grandes parábolas sobre a coexistência e a colaboração: A CHAIRY TALE, filmado com imagem real e técnica de pixilação, com Claude Jutra como ator.
 
20/10/2017, 22h00 | Sala Luís de Pina
A Cinemateca com o Doclisboa | Uma Outra América: O Singular Cinema do Quebeque

Em colaboração com o Doclisboa, com o apoio do Office National du Film du Canada / National Film Board of Canada e da Cinémathèque Québécoise
Les Negatifs de Mclaren | Suivre Catherine
duração total da projeção: 104 min | M/12
Diaries / Diários
LES NEGATIFS DE MCLAREN
de Marie Josée Saint-Pierre
Canadá, 2006 – 10 min / legendado eletronicamente em português
SUIVRE CATHERINE
de Jeanne Crépeau
Canadá, 2007 – 94 min / legendado eletronicamente em português

Dois filmes sobre a constância e o carácter quotidiano do trabalho de criação - a continuidade entre viver e fazer filmes. A sessão começa com uma extraordinária curta-metragem de animação que parte dos arquivos sonoros de Norman McLaren. SUIVRE CATHERINE é uma viagem de Crépeau para Paris, para junto da sua companheira, descobrindo a coabitação, a vida num bairro onde outros procuram essa forma de viver e criar de modo contínuo, fluído. Crépeau analisa as proximidades e diferenças entre Paris e Montréal, experimenta filmar neste lugar que funciona como um espelho, constrói um filme na simplicidade da passagem dos dias.