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Nos 40 Anos do Teatro da Cornucópia


Nos 40 anos da companhia Teatro da Cornucópia, que foi fundada por Luís Miguel Cintra e Jorge Silva Melo, se apresentou pela primeira vez ao público com a estreia de O Misantropo de Molière a 13 de outubro de 1973 e cujo trabalho de quatro décadas tem um valor inestimável, ocupando um lugar de exceção no teatro português, a Cinemateca associa-se à data com um programa de filmes que o registam, testemunham, acompanham. E que envolvem a participação de uma série de cúmplices do projeto e do trabalho da Cornucópia.

 
09/10/2013, 19h00 | Sala Dr. Félix Ribeiro
Ciclo Nos 40 Anos do Teatro da Cornucópia

A Pousada das Chagas | E Não se Pode Exterminá-Lo?
duração total da projeção: 61 min
 
09/10/2013, 22h00 | Sala Luís de Pina
Ciclo Nos 40 Anos do Teatro da Cornucópia

A Ilha dos Amores
de Paulo Rocha
Portugal, 1982 - 169 min
10/10/2013, 22h00 | Sala Luís de Pina
Ciclo Nos 40 Anos do Teatro da Cornucópia

Vertiges
de Christine Laurent
Portugal, França, 1985 - 111 min
16/10/2013, 19h30 | Sala Luís de Pina
Ciclo Nos 40 Anos do Teatro da Cornucópia

Música para Si
de Solveig Nordlund
Portugal, 1978 - 57 min
17/10/2013, 19h30 | Sala Luís de Pina
Ciclo Nos 40 Anos do Teatro da Cornucópia

Ninguém Duas Vezes
de Jorge Silva Melo
Portugal, Alemanha, França, 1984 - 106 min
09/10/2013, 19h00 | Sala Dr. Félix Ribeiro
Nos 40 Anos do Teatro da Cornucópia

Em Colaboração com o Teatro da Cornucópia
A Pousada das Chagas | E Não se Pode Exterminá-Lo?
duração total da projeção: 61 min
com as presenças de Luís Miguel Cintra e Clara Joana

A POUSADA DAS CHAGAS
de Paulo Rocha
com Luís Miguel Cintra, Clara Joana
Portugal, 1971 – 17 min
E NÃO SE PODE EXTERMINÁ-LO?
de Solveig Nordlund, Jorge Silva Melo
Portugal, 1979 – 44 min

Encomendada pela Fundação Gulbenkian a Paulo Rocha, A POUSADA DAS CHAGAS – UMA REPRESENTAÇÃO SOBRE O MUSEU DE ÓBIDOS, baseia-se em textos de Fios Sanctorum, Camões, Pessoa, Garcia Lorca, Rimbaud, Mário Cesariny, Lao Tzu, Tao Chien, Mumon, e é fulgurantemente interpretada por Luís Miguel Cintra e Clara Joana. "A ILHA [DOS AMORES] e a POUSADA são filmes ópera, neo-kabuki (...) numa estética de excesso que tem a ver com certos caminhos da arte moderna em que o dispêndio de energia tenta refundir fragmentos de um mundo fraturado"(Paulo Rocha). E NÃO SE PODE EXTERMINÁ-LO? regista a encenação de uma escolha de fragmentos de peças do alemão Karl Valentin por Jorge Silva Melo. Êxito extraordinário, este espetáculo de 1980 tornou-se lendário. Produção do Grupo Zero, o filme foi um dos títulos que resultaram de uma colaboração entre a Cooperativa e a RTP documentando importantes trabalhos da Cornucópia (casos também de MÚSICA PARA SI e VIAGEM PARA A FELICIDADE). E NÃO SE PODE EXTERMINÁ-LO? é uma primeira exibição na Cinemateca.
 

09/10/2013, 22h00 | Sala Luís de Pina
Nos 40 Anos do Teatro da Cornucópia

Em Colaboração com o Teatro da Cornucópia
A Ilha dos Amores
de Paulo Rocha
com Luís Miguel Cintra, Clara Joana, Zita Duarte, Jorge Silva Melo, Paulo Rocha, Yoshiko Mita
Portugal, 1982 - 169 min
falado em português e japonês com legendas em português
com as presenças de Luís Miguel Cintra e Clara Joana

Compõe-se em nove cantos e é um filme inspirado na vida e obra do escritor Wenceslau de Moraes, que saiu de Portugal nos finais do século XIX para buscar no Japão uma “arte de viver” que conciliasse o material e o espiritual. Uma das obras mais arriscadas do cinema português, em que o trabalho de mise en scène é sobretudo realizado no interior dos próprios planos. “Cantos de Os Lusíadas, de Pound, de Chu Yuan (...) Era um pouco megalómano: juntar todas as culturas, todas as artes, todos os estilos, todas as línguas. Mas lá estavam o Moraes e a Ko-Háru, o gato e o pássaro de O-Yoné, o pintor impotente, para darem humanidade ao décor excessivo” (Paulo Rocha).

10/10/2013, 22h00 | Sala Luís de Pina
Nos 40 Anos do Teatro da Cornucópia

Em Colaboração com o Teatro da Cornucópia
Vertiges
de Christine Laurent
com Magali Noël, Krystina Janda, Paulo Autran
Portugal, França, 1985 - 111 min
legendado em português
com a presença de Christine Laurent

Atriz, argumentista de filmes de Rivette, encenadora de teatro, Christine Laurent é sobretudo conhecida como realizadora por VERTIGES, feito num momento em que diversas produções francesas independentes foram rodadas em Portugal. Filme sobre a relação entre a arte e a vida, sobre a teia de desejos que une os protagonistas, todos eles músicos de ópera, VERTIGES é um filme extremamente pessoal e original.

16/10/2013, 19h30 | Sala Luís de Pina
Nos 40 Anos do Teatro da Cornucópia

Em Colaboração com o Teatro da Cornucópia
Música para Si
de Solveig Nordlund
Portugal, 1978 - 57 min

MÚSICA PARA SI parte da peça homónima original de Franz Xaver Kroetz e Jorge Silva Melo. A história é a de uma mulher solitária que, em casa, escuta um programa de rádio de discos pedidos decidindo por fim suicidar-se. “MÚSICA PARA SI combina um despojamento bressoniano com uma acumulação de sinais que ‘tapam’ por completo esse despojamento e transformam o filme no acréscimo da mais estrita materialidade. É simultaneamente um filme minimal e maximal, em que tudo se diz com nada e tudo com tudo. E o seu milagre reside no modo como é usada – em contraponto e em eco à música – a figura de repetição” (João Bénard da Costa).

17/10/2013, 19h30 | Sala Luís de Pina
Nos 40 Anos do Teatro da Cornucópia

Em Colaboração com o Teatro da Cornucópia
Ninguém Duas Vezes
de Jorge Silva Melo
com Manuela de Freitas, Luís Miguel Cintra, José Mário Branco, Michael König, Glicínia Quartin
Portugal, Alemanha, França, 1984 - 106 min

Lisboa, 1983, é a segunda das vezes para as personagens deste filme. Da primeira, na mesma cidade, em 1975, sabe-se em elipse. Em oito anos, o país está muito diferente e os dois casais protagonistas de NINGUÉM DUAS VEZES também. Uma mala sem dona no tapete rolante de um aeroporto, Lisboa como não-lugar, depois de ter sido lugar de tudo. “É uma obra atravessada por imensa tristeza, muito mais do que por imensa aflição. É o filme de quando todos – e tudo – foram embora” (João Bénard da Costa).