Em maio dedicamo-nos a explorar diferentes cantos da história do cinema, começando por nadar nas águas cómicas e aterradoras do
mockumentary e visitar
uma seleção de filmes em novas cópias digitais recentemente restauradas com o IndieLisboa. Há, depois, espaço para revisitar as
histórias do cinema português de maneira a
destacar as mulheres que nele trabalharam enquanto pioneiras. Recebemos também
Adrian Martin, que
selecionou clássicos de Billy Wilder para uma semana de sessões-conferência, no âmbito da rubrica
Histórias do Cinema. Subimos, ainda, a mais um andar d’
A Casa, para descobrir títulos que apontam para este espaço como arena política e voltamos a seguir o itinerário da
Viagem ao Fim do Mudo. Finalmente, lembramos Manuel Faria de Almeida e Gita Cerveira.
Focando-se no período do cinema mudo até meados da década de 1960, o ciclo
Pioneiras do Cinema Português desvenda uma faceta da história do cinema português pouco aprofundada, numa exploração que se dedica ao trabalho feito por mulheres em várias categorias técnicas e artísticas. São 18 sessões que incluem acompanhamentos musicais, sessões comentadas e sessões-aula. Se só Bárbara Virgínia conseguiu, em TRÊS DIAS SEM DEUS (1946), ter o seu nome no pelouro da realização de uma longa-metragem de ficção, algo que não voltaria a acontecer até Margarida Cordeiro em TRÁS-OS-MONTES (1976, assinado com António Reis), este ciclo dá a conhecer o trabalho de dezenas doutras mulheres cineastas.
TRÊS DIAS SEM DEUS, fragmentado e com partes perdidas no tempo, é lançado em
edição em DVD no
dia 29 de maio, sexta-feira, às 18h, na Livraria Linha de Sombra – evento ao qual se segue uma sessão focada na atriz e realizadora.
Depois de Harun Farocki, este mês contam-se mais “Histórias do Cinema”. Estará presente o crítico e professor universitário
Adrian Martin com uma seleção de filmes de Billy Wilder, um dos mais bem-sucedidos cineastas da época dourada de Hollywood, cuja ilustre carreira abrangeu
noirs e comédias. A semana compõe-se de títulos como DOUBLE INDEMNITY (1944) ou THE APARTMENT (1960), bem como exemplos mais incompreendidos como o seu penúltimo, FEDORA (1978).