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Assunto: Programação
Data: 02/03/2026
A quem pertencem estas casas?
A quem pertencem estas casas?
Em março a Cinemateca abre as portas a um grande ciclo, dividido em três partes, dedicado à casa: a casa no cinema, as casas no cinema, sítios/lugares para explorar ao longo dos próximos meses.
 
Não é a primeira vez que a Cinemateca se debruça sobre a casa, mas desta vez o foco não é, como em várias ocasiões no passado, a arquitetura. O mote agora é a própria casa como entidade narrativa, a casa como uma personagem não-humana, dotada de uma animação e vida próprias.
 
O ciclo A Casa percorre um jogo entre casas ficcionais, como a de REBECCA, de Alfred Hitchcock, que abre o ciclo já no dia 3 às 19h ou a mansão que aprisiona os convidados de EL ANGEL EXTERMINADOR, e casas que existem na realidade, filmadas por cineastas como Jean-Claude Brisseau ou Jean-Luc Godard (o primeiro utilizando a sua própria casa nos últimos filmes que dirigiu, o segundo ocupando a icónica Villa Malaparte em MÉPRIS).
 
Neste primeiro piso do edifício, entramos em casas como sinal de decadência de um mundo (JALSAGHAR, de Satyajit Ray) ou como sinal de modernidade (MON ONCLE, de Jacques Tati), casas com segredos escondidos (THE SECRET BEYOND THE DOOR, de Fritz Lang) e casas como o último reduto da humanidade (PO ZAKONU / “Dura Lex”, de Lev Kulechov, uma das raridades deste ciclo para ver em março), casas para destruir (THE PARTY, de Blake Edwards, ou SAUTE MA VILLE, de Chantal Akerman), casas coletivas (DOM NA TRUBNOI / “A Casa na Praça Trubnaia”, de Boris Barnet ou IL BACCIO DI TOSCA, de Daniel Schmidt) e casas como espaços claustrofóbicos (da mansão de THE SERVANT ao hotel de THE SHINING).
 
Uma visita guiada por projetos de casas diferentes entre si, que vai continuar a ser desbravada ao longo dos próximos dois meses.
 
O programa completo por ser consultado aqui.