03/03/2026, 19h00 | Sala M. Félix Ribeiro
REBECCA marca a chegada triunfal de Alfred Hitchcock a Hollywood, já consagrado e com cerca de quinze anos de carreira na Grã-Bretanha. Hitchcock declarou, por sinal, a Truffaut, que achava o filme “demasiado britânico”, pois tanto a autora do romance (Daphne du Maurier) como o ator principal (Olivier) eram britânicos. Romance e filme têm finais bastante diferentes. Trata-se de umas das obras maiores de Hitchcock, a história de uma mulher frágil que se casa com um homem de uma condição social muito mais elevada e vai viver numa mansão, sobre a qual pairam a sombra sinistra da governanta e a lembrança de Rebecca, a primeira mulher do marido. Na personagem, sem nome próprio, da segunda mulher, jovem e vulnerável, Joan Fontaine no seu mais icónico papel. “O segredo da perdurabilidade deste filme fascinante está na sua estrutura
dupla e
dúplice, tanto quanto na sua estrutura
mítica e
onírica” (João Bénard da Costa). A exibir em 35 mm.
A sessão repete no dia 12, às 15h30, na sala M. Félix Ribeiro.
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