11/05/2026, 16h30 | Sala M. Félix Ribeiro
A Casa
Remember my name
Recorda o meu Nome
de Alan Rudolph
com Geraldine Chaplin, Anthony Perkins, Berry Berenson, Jeff Goldblum
Estados Unidos, 1978 - 94 min
legendado em sueco e eletronicamente em português | M/12
Antigo assistente de Robert Altman (em LONG GOODBYE ou NASHVILLE), que lhe produziu o filme, Alan Rudolph teve em REMEMBER MY NAME um primeiro ponto alto de atenção, abrindo caminho para aqueles filmes da década de 80 (CHOOSE ME, TROUBLE IN MIND) que fizeram dele um dos mais singulares cineastas desse período. Com um humor sibilino, próximo de Altman (aquela câmara sempre atenta ao espaço em volta) mas também de alguns “modernos” europeus (pensa-se em Rivette, pelo gosto da divagação, e pelo recorte da protagonista), conta a história de uma ex-presidiária (Geraldine Chaplin) que vem “reclamar” o antigo marido, entretanto casado com outra mulher. A casa desse casal (Anthony Perkins e Berry Berenson), espionada, assediada, invadida por Geraldine, torna-se o centro do filme. Primeira exibição na Cinemateca, a apresentar em cópia 35mm.

A sessão repete no dia 28 às 19h30, na sala Luís de Pina.

consulte a FOLHA da CINEMATECA aqui
 
11/05/2026, 19h00 | Sala M. Félix Ribeiro
Pioneiras do Cinema Português
Sessão de Abertura
CASCAES
de Amélia Borges Rodrigues
Portugal, 1937 – 7 min

TRÊS DIAS SEM DEUS – TRAILER
de Bárbara Virgínia
Portugal, Brasil, 1949 – 4 min

UMA CAIXINHA DE SURPRESAS
de Isaura Pavia de Magalhães Lisboa
Portugal, 1951 – 12 min / sem som

RITOS DE PUBERDADE DAS RAPARIGAS
de Margot Dias
Portugal, 1958 – 7 min

ERUPÇÃO VULCÂNICA DOS CAPELINHOS, ILHA DO FAIAL – AÇORES (EXTRAS)
de Raquel Soeiro de Brito
Portugal, 1958 – 14 min / sem som

CINZELAGEM
de Maria Luísa Bivar
Portugal, 1963 – 9 min

[FILME 6]
de Vera Wang Franco Nogueira
Portugal, 1969 – 5 min / sem som

Duração total da projeção: 58 min | M/12

Na primeira sessão do Ciclo “Pioneiras do Cinema Português” apresentam-se sete filmes de sete dessas mulheres que, entre as décadas de 1930 e 60, ousaram fazer filmes. A sessão pauta-se pela sua diversidade: um filme de contornos turísticos por parte de Amélia Borges Rodrigues (com a aparição do presidente Óscar Carmona); o único material sonoro referente ao filme de Bárbara Virgínia, a atriz de 22 anos que realizou uma longa-metragem de ficção em 1946; um filme amador de Isaura Pavia de Magalhães Lisboa que, desde 1931, fazia filmes de ficção com os vários membros da família (e rodou uma longa-metragem em 1945!); dois filmes de natureza científica, um feito em Moçambique pela etnóloga Margot Dias com o povo maconde, outro filmado pela geógrafa Raquel Soeiro de Brito em 1958, aquando da erupção do Vulcão dos Capelinhos; a terminar (e já na década de 1960), um dos episódios da série “Artistas e Artesãos” que Maria Luísa Bivar dirigiu para a Junta de Acção Social, e um filme doméstico rodado por Vera Wang Franco Nogueira (mulher do Ministro dos Negócios Estrangeiros de Salazar) que nos apresenta uma outra faceta do ditador.

consulte a FOLHA da CINEMATECA aqui
 
 
11/05/2026, 19h30 | Sala Luís de Pina
A Casa
Loos Ornamental
de Heinz Emigholz
Áustria, 2008 - 72 min
legendado eletronicamente em português | M/12
O alemão Heinz Emigholz é o grande cineasta contemporâneo da arquitectura e do urbanismo, temas que fazem o fulcro de uma obra vasta e já com muitos anos de trabalho (Emigholz começou a filmar no princípio da década de 1970). Em LOOS ORNAMENTAL, centrado no trabalho do arquiteto modernista Adolf Loos (que defendia uma arquitectura sem ornamentação), Emigholz explora vinte e sete edifícios, ainda sobreviventes, projectados por Loos nas primeiras décadas do século XX. A exibir em cópia 35mm.

A sessão repete no dia 23 às 19h30, na sala Luís de Pina.

consulte a FOLHA da CINEMATECA aqui
 
11/05/2026, 21h30 | Sala M. Félix Ribeiro
O Que Quero Ver
Trois Couleurs: Bleu
Azul
de Krzysztof Kieslowski
com Juliette Binoche, Benoît Régent, Florence Pernel
França, Polónia, Suíça, 1993 - 108 min
legendado em português | M/12
Primeiro capítulo da célebre trilogia das cores, através da qual Krzysztof Kieślowski invocou os ideais da Revolução Francesa – liberdade, igualdade e fraternidade –, TROIS COULEURS: BLEU confirma o realizador polaco como um dos grandes cineastas europeus do final do século XX. Após a morte repentina do marido, Patrice, um conceituado compositor, e da filha Anna num acidente de viação, Julie procura libertar-se de todo e qualquer vínculo afetivo, um suicídio espiritual, recusando o passado em busca de independência e anonimato. A promessa de uma liberdade absoluta – evocada pela cor azul e pelo lema revolucionário aqui deslocado da esfera política para o universo íntimo – transforma-se, porém, num doloroso confronto com a impossibilidade do isolamento e com a persistência dos laços que a unem aos outros, nomeadamente a Olivier, antigo assistente de Patrice.

consulte a FOLHA da CINEMATECA aqui