Uma das últimas realizações de Fernán-Gómez, de novo com argumento baseado num romance de sua autoria. Os anos finais do franquismo revistos vinte anos mais tarde: um homem exilado na Argentina desde a Guerra Civil regressa a Espanha em 1968, para matar saudades da família – mas já nem a família o reconhece nem ele reconhece a família, e esta tragédia do não-reconhecimento é o centro do filme e do seu olhar sobre a sociedade espanhola. Ao contrário de quase todos os outros filmes do autor, a melancolia e a gravidade levam a melhor sobre a tentação do humor e da sátira, elementos aqui praticamente ausentes. Primeira apresentação na Cinemateca, a exibir em cópia digital.
A sessão repete no dia 28 às 18h00, na sala M. Félix Ribeiro.
consulte a FOLHA da CINEMATECA aqui