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História Permanente do Cinema Português


Interrompemos a viagem que nesta rubrica fizemos ao longo de 2019 pelo nosso cinema dos anos 1940 para dar a ver o recente trabalho de restauro realizado pelo arquivo da Cinemateca de três títulos portugueses de curta-metragem provenientes de outra década e ambientados em Macau. A pretexto igualmente do 20º aniversário da devolução da soberania de Macau à China que se assinala em dezembro (ver igualmente a rubrica “Ante-estreias”) revisitamos em três filmes – O IMPORTADOR DE ÓPIO, DOCA DE PATANE e MAYANA – um território que marcou de forma pontual mas muito particular o imaginário do cinema português e que continua a perdurar muito depois dessa transmissão (lembremos A ÚLTIMA VEZ QUE VI MACAU de João Pedro Rodrigues e João Rui Guerra da Mata e HOTEL IMPÉRIO de Ivo M. Ferreira, para referir apenas dois exemplos que podem ser vistos como revisitações contemporâneas de uma certa mitologia macaense). Inicialmente concebida como uma longa-metragem intitulada OPERAÇÃO ESTUPEFACIENTES – MACAU com duração total de 55 minutos, esta curiosa produção de tonalidades policiais assinada por Miguel Spiguel deu posteriormente origem às três curtas-metragens autónomas que agora recuperamos em cópias novas em 35 mm tiradas no laboratório do departamento de arquivo da Cinemateca (ANIM).
 
 
04/12/2019, 18h30 | Sala Luís de Pina
Ciclo História Permanente do Cinema Português

O Importador de Ópio | Doca de Patene | Mayana
duração total da projeção: 54 min | M/12
 
04/12/2019, 18h30 | Sala Luís de Pina
História Permanente do Cinema Português
O Importador de Ópio | Doca de Patene | Mayana
duração total da projeção: 54 min | M/12
sessão apresentada por Maria do Carmo Piçarra
O IMPORTADOR DE ÓPIO
Portugal, 1966 – 17 min
de Miguel Spiguel
com Sin Hoi, António Wong, A-Tak, Hok Tong
DOCA DE PATENE
Portugal, 1966 – 17 min
de Miguel Spiguel
com António Wong, Inspetor Araújo, Lok-Van-To, Sin Hoi
MAYANA
de Miguel Spiguel
com Mayana Martin, Charlie Wong, Grigorie, A. Brandão
Portugal, 1966 – 20 min

Esta singular incursão do cineasta Miguel Spiguel – autor de mais de duas dezenas de documentários de curta-metragem, muitos deles relacionados com as antigas colónias portuguesas – no género policial começou por ser um filme só (OPERAÇÃO ESTUPEFACIENTES – MACAU) para depois, porventura resultado de vicissitudes da sua exploração comercial, ser dividido em três filmes a partir das três histórias autónomas mas interrelacionadas que integravam a obra original. Unidas pelo tema do combate ao tráfico de droga no antigo território português, as narrativas de O IMPORTADOR DE ÓPIO, DOCA DE PATENE e MAYANA têm como fundo uma interessante componente documental capaz de captar algo da paisagem urbana de Macau e as formas de habitá-la (a fotografia é de Perdigão Queiroga), a qual, mais de 50 anos volvidos sobre a produção destes filmes e de 20 anos sobre a passagem da região para a administração chinesa, constitui um motivo de interesse acrescido para os revisitar. A apresentar em novas cópias 35 mm. Os primeiros dois títulos da sessão não são mostrados na Cinemateca desde 1991.