19/11/2026, 19h30 | Sala Luís de Pina
Correspondências - Rita Azavedo Gomes | Realizadora Convidada
O TRIO EM MI BEMOL
de Rita Azevedo Gomes
com Rita Durão, Pierre Léon, Ado Arrieta, Olivia Cábez
Portugal, 2022 - 127 min
legendado em português | M/12
com a presença de Rita Azevedo Gomes e Pierre Léon
Rita Azevedo Gomes filma uma peça teatral de Eric Rohmer (a única que ele escreveu) sobre os sucessivos encontros de um homem e de uma mulher que foram um casal e entretanto se divorciaram. Fica-se próximo da comédia (do “recasamento”) mas o tom está sempre a oscilar entre a leveza e a gravidade, que também são a leveza e a gravidade do magnífico par protagonista, Rita Durão e Pierre Léon. É, de resto, muito musical (um grande momento de “Mozart no cinema”), mas também muito “espacial”, porque é como um levantamento do seu cenário único, uma casa minhota desenhada por Álvaro Siza.
20/11/2026, 21h30 | Sala M. Félix Ribeiro
Correspondências - Rita Azavedo Gomes | Realizadora Convidada
SAIKAKU ICHIDAI ONNA
“A Vida de O’Haru”
de Kenji Mizoguchi
com Kinuyo Tanaka, Tsukie Matsuura, Ichirô Sugai, Toshirô Mifune
Japão, 1952 - 136 min
legendado em português | M/12
É um dos grandes filmes de Mizoguchi, história adaptada de um romance de Ihara Saikaku, sobre uma mulher em rota de colisão com os valores morais e sociais do seu tempo. O famoso realismo histórico de Mizoguchi raramente foi levado tão longe, como raras vezes foi levado tão longe o seu lirismo intimista. Uma das mais belas meditações sobre a mulher na história de qualquer arte. Escreveu João Bénard da Costa: “A VIDA DE O’HARU não é só o prodigioso retrato da protagonista. Para além da assombrosa reconstituição de uma época (o famoso realismo histórico de Mizoguchi raras vezes foi levado tão longe) o efeito conseguido tem que ver com a absoluta maestria do seu estilo”.
24/11/2026, 15h30 | Sala M. Félix Ribeiro
Correspondências - Rita Azavedo Gomes | Realizadora Convidada
SAIKAKU ICHIDAI ONNA
“A Vida de O’Haru”
de Kenji Mizoguchi
com Kinuyo Tanaka, Tsukie Matsuura, Ichirô Sugai, Toshirô Mifune
Japão, 1952 - 136 min
legendado em português | M/12
É um dos grandes filmes de Mizoguchi, história adaptada de um romance de Ihara Saikaku, sobre uma mulher em rota de colisão com os valores morais e sociais do seu tempo. O famoso realismo histórico de Mizoguchi raramente foi levado tão longe, como raras vezes foi levado tão longe o seu lirismo intimista. Uma das mais belas meditações sobre a mulher na história de qualquer arte. Escreveu João Bénard da Costa: “A VIDA DE O’HARU não é só o prodigioso retrato da protagonista. Para além da assombrosa reconstituição de uma época (o famoso realismo histórico de Mizoguchi raras vezes foi levado tão longe) o efeito conseguido tem que ver com a absoluta maestria do seu estilo”.
24/11/2026, 19h00 | Sala M. Félix Ribeiro
Correspondências - Rita Azavedo Gomes | Realizadora Convidada
MIDAREGUMO
“Nuvens Dispersas”
de Mikio Naruse
com Yuzo Kayama, Yoko Tsukasa, Mitsuko Kusabue, Mitsuko Mori
Japão, 1967 - 108 min
legendado eletronicamente em português | M/12
O último Naruse, no CinemaScope característico de muitos dos seus filmes, detém-se na personagem de uma jovem grávida assombrada pela morte do marido num acidente de automóvel que a princípio recusa perdoar o condutor do veículo, mas que vê a sua relação com este último mudar depois de os dois se encontrarem por coincidência em Hokkaido. Conto de um amor impossível, é um dos filmes fundamentais de Naruse. “Desde muito novo que disse a mim mesmo que o mundo em que vivemos nos traía; e é este o pensamento que me ficou.” (Mikio Naruse) No programa, faz par com A PORTUGUESA. A apresentar em cópia digital.
25/11/2026, 15h30 | Sala M. Félix Ribeiro
Correspondências - Rita Azavedo Gomes | Realizadora Convidada
EFTER REPETITIONEN
Depois do Ensaio
de Ingmar Bergman
com Erland Josephson, Ingrid Thulin, Lena Olin
Suécia, França, 1984 - 72 min
legendado eletronicamente em português | M/12
Depois de um ensaio, o encenador Henrik encontra-se com Anna, filha de uma antiga amante. Os dois evocam a história de amor que podiam viver, e Anna parte. Escrito em 1980, realizado em 16 mm para televisão, ampliado e remontado para uma “versão cinema” em 1984, foi a última colaboração entre Bergman e o diretor de fotografia Sven Nykvist. “Não é apenas um filme sobre o teatro (outros, muitos outros, houve na carreira de Bergman) mas um filme em que num único décor (décor de teatro, palco vazio), Bergman reflete sobre o que o teatro é e sobre o que os atores são. E é sobretudo aos atores a quem dedica esta obra, com a declaração – única na sua carreira – de que ama os atores, e os ama acima de tudo e todos.” (João Bénard da Costa) No programa, faz par com ALTAR.