CICLO
Ante-Estreias


No âmbito desta rubrica apresentamos em setembro três documentários inéditos nas salas nacionais. O primeiro, DANIEL & DANIELA é uma produção portuguesa assinada pela também jornalista Sofia Pinto Coelho; o segundo, PAISAN, CIAO, é assinado pela dupla de realizadores italianos Francesco Conversano e Nene Grignaffini; o terceiro, LA REVOLUCIÓN (ES) PROBABLE, de Lee Douglas, Maria Ruido e Paula Barreiro López, é um filme-ensaio sobre a importância das imagens filmadas da revolução de 25 de abril de 1974.
 
 
14/09/2022, 21h30 | Sala M. Félix Ribeiro
Ciclo Ante-Estreias

Daniel & Daniela
de Sofia Pinto Coelho
Portugal, 2022 - 77 min | M/12
 
28/09/2022, 19h00 | Sala M. Félix Ribeiro
Ciclo Ante-Estreias

Paisan, Ciao
de Francesco Conversano, Nene Grignaffini
Itália, 2022 - 72 min
29/09/2022, 18h30 | Sala Luís de Pina
Ciclo Ante-Estreias

La Revolución (Es) Probable | Nem Pássaro Nem Peixe
duração total da projeção - 73 min | M/12
14/09/2022, 21h30 | Sala M. Félix Ribeiro
Ante-Estreias
Daniel & Daniela
de Sofia Pinto Coelho
Portugal, 2022 - 77 min | M/12
com a presença de Sofia Pinto Coelho
O filme desenrola-se através dos diálogos entre um pai (Daniel, 83 anos) e uma filha (Daniela, 12 anos) ao longo de uma viagem de regresso às suas origens africanas. Neste frente a frente sobre racismo, herança colonial, memórias familiares e aspirações individuais, percorrem--se, numa viagem por Cabo Verde, São Tomé e Príncipe e Guiné-Bissau, mais de cem anos de história de Portugal, o primeiro país colonizador da era moderna e o último a sair de África. “Ao sabor de um road movie, o projecto pretende, em suma, abordar a temática do racismo e da igualdade de oportunidades, a par de observações sobre desenvolvimento sustentável. Através de um diálogo, construído à medida que se vai avançando no terreno, este documentário é, no fundo, o legado que um pai-velho deixa à sua filha-menina e, simultaneamente, uma ode à natureza" (Sofia Pinto Coelho).

consulte a FOLHA DA CINEMATECA aqui
 
28/09/2022, 19h00 | Sala M. Félix Ribeiro
Ante-Estreias
Paisan, Ciao
de Francesco Conversano, Nene Grignaffini
com Gianfranco Azzali, Giuseppe Morandi
Itália, 2022 - 72 min
legendado eletronicamente em português | M/12
com a presença dos realizadores
PAISAN, CIAO conta a história da Liga da Cultura de Piadena através dos filmes e fotografias de um dos seus fundadores, Giuseppe Morandi, que, durante a década de 60, registou os “últimos rituais dos paisan, lavradores e trabalhadores rurais de Bassa Padana, em Piadena, na província de Cremona, considerados como um “exemplo de orgulho, de sentimento de classe e de resistência cultural”. Construído, também, com os testemunhos da família de Gianfranco Micio Azzali (um dos fundadores desta Liga), assim como de outros trabalhadores da terra, este é “um filme sobre a memória, pertença de classe, direitos dos trabalhadores, mas também uma reflexão sobre a fragilidade da terra” (Francesco Conversano, Nene Grignaffini).
 
29/09/2022, 18h30 | Sala Luís de Pina
Ante-Estreias
La Revolución (Es) Probable | Nem Pássaro Nem Peixe
duração total da projeção - 73 min | M/12
sessão seguida de debate com as realizadoras
LA REVOLUCIÓN (ES) PROBABLE
de Lee Douglas, Maria Ruido e Paula Barreiro López
Espanha, Portugal, 2022 – 30 min  

NEM PÁSSARO NEM PEIXE
de Solveig Nordlund
com Luis Miguel Cintra, Lia Gama, Glicínia Quartin, Francisca Menezes, Robert Kramer, Manuel Amado
Portugal, 1977 – 43 min

Uma sessão que reúne o primeiro filme assinado a solo por Solveig Nordlund com um recente filme-ensaio sobre as imagens da revolução portuguesa de 1974.  LA REVOLUCIÓN (ES) PROBABLE justapõe imagens dos filmes realizados por algumas das cooperativas e cineastas que filmaram a revolução (VirVer, Grupo Zero, Cinequipa) num ensaio visual que dialoga sobre as experiências após as mudanças políticas na Espanha e em Portugal. NEM PÁSSARO NEM PEIXE, produzido pelo Grupo Zero, tem diálogos de Luísa Neto Jorge e fotografia de Acácio de Almeida, “aparece-nos como uma curiosa hipótese de filme “pós-revolucionário”. Quer dizer, um filme que corresponde já a um período de uma certa ressaca, em que os fervores se esgotaram e os equívocos se tomaram mais límpidos – um filme que instala uma distância entre si e a revolução, portanto.” (Luís Miguel Oliveira)