No dia 23 de março, arranca o programa inaugural do ciclo Robert Beavers, O Cinema como Revelação, que reúne 21 dos seus filmes, a exibir exclusivamente em cópias em película.
O cinema de Robert Beavers (n. 1949), um dos mais importantes cineastas experimentais americanos a emergir no final dos anos 1960, é artesanal, textural e pautado pelas cores e sons do mundo que o rodeia. Começou a fazer filmes em Nova Iorque mas, em 1967, mudou-se para a Europa, juntamente com o seu companheiro Gregory J. Markopoulos.
A primeira parte da sua obra foi reunida num ciclo a que chamou “My Hand Oustretched to the Winged Distance and Slightless Measure”, projeto que concluiu em 2002, em que remontou alguns dos seus filmes mais conhecidos, como THE HEDGE THEATER (1986-92/2002), THE STOAS (1991-97) ou RUSKIN (1975/1997), explorando de seguida novas direções. Trata-se de um cinema materialista assente numa aproximação táctil e sensível às imagens e sons, que se concentra numa justaposição de ideias através da montagem, no qual os lugares que filma (a Grécia, Veneza, Londres, …), as referências da história da arte e da pintura, ou aqueles que lhe são próximos, têm um papel determinante. Uma obra extremamente pessoal realizada em película de 16mm.
Robert Beavers, O Cinema como Revelação traça o seu trajeto apresentando, primeiro, os seus últimos filmes para depois regressar ao início. Uma jornada que se processa de forma mais ou menos cronológica ao longo dos seus 6 programas.
O
ciclo começa dia 23, segunda-feira, com uma sessão às 19h com presença do realizador, e
termina dia 28, sábado, às 19h30.
No final da
sessão de dia 25, quarta-feira, às 19h, após a projeção de FROM THE NOTEBOOK OF … e THE PAINTING, seguir-se-á
uma conversa com Robert Beavers, moderada por Joana Ascensão, programadora do ciclo, em que se abordarão vários aspetos da obra do cineasta.
Informação detalhada sobre o ciclo
aqui.