Escreveu Marc-Emmanuel Mélon, num livro (re)lançado na Livraria Linha de Sombra em 2022, aquando da última visita do cineasta à Cinemateca, e cujo título dá nome ao presente programa, que “Rombout não realiza um filme sobre qualquer coisa, mas sobre a conexão que ele estabelece entre coisas”. O ponto de partida pode ser uma ideia ou uma estória simples, quase mundana. No entanto, a “moldura” formal parece provir do domínio da ficção. Com efeito, entre
os seus filmes favoritos “on the road” contam-se tanto documentários (por exemplo, ROUTE ONE/USA de Robert Kramer ou ENCOUNTERS AT THE END OF THE WORLD de Werner Herzog) como ficções (exemplo de PARIS, TEXAS de Wim Wenders ou PLANES, TRAINS & AUTOMOBILES de John Hughes).
A sua atividade como docente surge representada numa sessão, a ter lugar no dia 25 de setembro, com três obras produzidas por ex-alunos de Rombout no âmbito do mestrado DocNomads que o próprio cofundou e que pôs em articulação faculdades da Bélgica (LUCA – School of Arts), da Hungria (SZFE – Universidade de Teatro e Cinema de Budapeste) e de Portugal (Universidade Lusófona).
Tudo isto em diálogo com a exposição ON THE ROAD, que se impõe como uma súmula do seu olhar deambulante, uma mostra composta por fotografias tiradas entre Bruxelas e Lisboa, passando por França, Vietname, Camboja, Estados Unidos da América e Grécia. Um realizador e docente que se dá a descobrir agora como fotógrafo “on the road”.
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