A Queda das Ditaduras e a Emergência dos Cinemas Novos na Grécia e em Espanha é um ciclo que decorre de dia 17 até 29 de abril na Cinemateca Portuguesa, em colaboração com a Filmoteca Española e o Tainiothiki Tis Ellados/ Greek Film Archive.
Tudo começou com uma mostra colaborativa que juntou Portugal, Espanha e Grécia num projeto comum, tendo envolvido o anterior diretor da Cinemateca Portuguesa, José Manuel Costa. Já apresentado nos outros dois países, chega agora a Lisboa – aqui, em formato mais reduzido e sem a componente portuguesa do programa, composta por obras com presença regular na nossa programação.
Apresentam-se, assim, retratos fílmicos de épocas marcantes, seja devido à transição para a democracia depois do colapso de regimes ditatoriais, seja pela emergência de uma nova forma de fazer cinema dadas as renovadas circunstâncias de emancipação da censura, em cada um destes países. O cinema é colocado no papel de testemunha de momentos de transição históricos, mas também é instrumento, ou seja, um pôr-em-prática dessa conquistada liberdade.
A par e passo com a celebração da Revolução dos Cravos, os títulos apresentados têm como âncora os anos 1974 e 1975, altura da queda da ditadura dos coronéis, na Grécia, e ano da morte de Franco, em Espanha. Contudo, a seleção de filmes percorre os períodos que antecedem e que precedem todas estas movimentações de mudança, dando espaço a cineastas de várias gerações que refletem sobre os complicados passados nacionais.
Estarão ainda presentes, durante os primeiros dias do ciclo, convidados das entidades colaboradoras – Maria Komninos, do Greek Film Archive, e Carlos Reviriego, da Filmoteca Española – apresentando as primeiras exibições de PROSOPO ME PROSOPO, filme de Roviros Manthoulis que inaugura o ciclo, O THIASOS, de Theo Angelopoulos, e CRÍA CUERVOS, de Carlos Saura.