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Assunto: Programação
Data: 11/06/2026
Do documentário à ficção: realizadoras britânicas rompem com a tradição
Do documentário à ficção: realizadoras britânicas rompem com a tradição
O ciclo Realizadoras Britânicas – do Esforço de Guerra ao Free Cinema (1940-1964) apresenta filmes de 16 cineastas (uma lista não exaustiva), organizados em 17 sessões e agrupando-se em diferentes programas temáticos, reunindo tanto curtas como longas-metragens. Os temas desdobram-se pelo feminismo, pelo direito à habitação ou pela luta operária, mas também espelham questões marcantes da sua época de produção, como o “Esforço de Guerra”, o “Horror Hospitalar”, as “Mulheres Trabalhadoras” ou outros “Desesperos Existencialistas”.

Salientamos os trabalhos documentais de Ruby Grierson (irmã de John Grierson, considerado o pai do documentário britânico), os documentários de cariz social e os filmes educativos de Kay Mander, bem como cinco longa-metragens de Wendy Toye, realizadora que teve curtas-metragens premiadas em Cannes e nomeadas ao Oscar, e ainda os documentários com pendor feminista e socialista de Jill Craigie, incluindo a sua única longa-metragem (BLUE SCAR). Neste ciclo, destacamos também o trabalho pioneiro de Muriel Box, a mais prolífica das cineastas inglesas do século XX e a primeira mulher a receber um Oscar na categoria de Melhor Argumento Original. Das suas 13 longas, apresentamos sete, com várias comédias mordazes (como SIMON AND LAURA ou THE HAPPY FAMILY), o noir de EYEWITNESS ou o seu derradeiro filme, RATTLE OF A SIMPLE MAN.
A presença, nesta programação, da cineasta experimental Margaret Tait – ao lado da jovem italiana Lorenza Mazzetti, juntas na sessão “Parelhas – Casais”, que apresenta, respetivamente, ONE IS ONE, um dos filmes iniciais de Tait, e TOGETHER, um dos primeiros filmes atribuídos ao movimento Free Cinema – antecipa uma retrospetiva que lhe será dedicada no próximo mês de outubro.