O ciclo
Realizadoras Britânicas – do Esforço de Guerra ao Free Cinema (1940-1964) apresenta filmes de 16 cineastas (uma lista não exaustiva), organizados em 17 sessões e agrupando-se em diferentes programas temáticos, reunindo tanto curtas como longas-metragens. Os temas desdobram-se pelo feminismo, pelo direito à habitação ou pela luta operária, mas também espelham questões marcantes da sua época de produção, como o “Esforço de Guerra”, o “Horror Hospitalar”, as “Mulheres Trabalhadoras” ou outros “Desesperos Existencialistas”.
Salientamos os trabalhos documentais de
Ruby Grierson (irmã de John Grierson, considerado o pai do documentário britânico), os documentários de cariz social e os filmes educativos de Kay Mander, bem como cinco longa-metragens de
Wendy Toye, realizadora que teve curtas-metragens premiadas em Cannes e nomeadas ao Oscar, e ainda os documentários com pendor feminista e socialista de
Jill Craigie, incluindo a sua única longa-metragem (BLUE SCAR). Neste ciclo, destacamos também o trabalho pioneiro de
Muriel Box, a mais prolífica das cineastas inglesas do século XX e a primeira mulher a receber um Oscar na categoria de Melhor Argumento Original. Das suas 13 longas, apresentamos sete, com várias comédias mordazes (como SIMON AND LAURA ou THE HAPPY FAMILY), o
noir de EYEWITNESS ou o seu derradeiro filme, RATTLE OF A SIMPLE MAN.