02/12/2025, 18h30 | Sala M. Félix Ribeiro
MEGHE DHAKA TARA foi o filme que consagrou definitivamente o nome de Ritwik Ghatak fora do seu país natal. A narrativa é melodramática, coisa que Ghatak sempre defendeu, apesar do seu empenhamento político: “um verdadeiro cinema nacional emergirá do melodrama, quando artistas sérios lhe dedicarem a sua inteligência”, declararia ele em 1963. Como é evidente, a realização nada tem de tradicional e, segundo a observação de Joel Magny, o filme é “uma estranha tentativa, totalmente suicidária, de levar o cinema ao seu limite”.
A personagem central foi comparada por alguns às heroínas de Mizoguchi: uma mulher que se sacrifica por aqueles que lhe são próximos e, quando já está à beira da morte, refugiada nas montanhas, grita a sua vontade de viver. Uma obra excecional. A apresentar em cópia digital.
A sessão repete no dia e 15 às 19H00, na sala M. Félix Ribeiro.
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