12/10/2026, 15h30 | Sala M. Félix Ribeiro
Lado B.B. - Em colaboração com a Festa do Cinema Francês
PAPARAZZI + VIE PRIVÉE
Sessão seguida de conversa, em colaboração com a Associação de Apoio aos Doentes Depressivos e Bipolares
PAPARAZZI
Paparazzi
de Jacques Rozier
com
Brigitte Bardot, Jean-Luc Godard, Michel Piccoli,
Jack Palance, Fritz Lang
França, 1963 – 18 min / legendado eletronicamente em português

VIE PRIVÉE
de Louis Malle
com Brigitte Bardot, Marcello Mastroianni, Nicolas Bataille
França, 1961 – 104 min / legendado eletronicamente em português

duração total da projeção: 122 minutos | M/16

PAPARAZZI é um retrato da imprensa sensacionalista ancorado no assalto que a dita imprensa faz a Brigitte Bardot, no auge da sua fama. Nele, Rozier não prescinde de encenar a atriz e alguns dos seus paparazzi para um “filme de ficção sobretudo composto por elementos registados com a consciência de uma e de outros”. VIE PRIVÉE, um filme de encomenda, ilustra a impossibilidade de uma vedeta de cinema ter um mínimo de privacidade. O argumento foi escrito sob medida para Brigitte Bardot, então no auge da glória, não apenas como estrela de cinema, mas também como símbolo da libertação sexual da mulher, o que fazia dela um objeto do assédio permanente dos jornais de escândalo e dos paparazzi e também de pouca estima de algumas mulheres que a consideravam “imoral”. Malle tentou “recriar o estranho fenómeno social em que Bardot se transformara”: não se trata de uma obra sobre o mundo do cinema mas sobre uma vedeta imolada no altar da fama.

consulte a FOLHA da CINEMATECA aqui

12/10/2026, 19h00 | Sala M. Félix Ribeiro
Viagem ao Fim do Mudo
RAPSODIA SATANICA
de Nino Oxilia
com Lyda Borelli, Andrea Habay, Ugo Bazzini
Itália, 1917 - 60 min
mudo, intertítulos em italiano legendados em inglês e eletronicamente em português | M/12
ACOMPANHAMENTO AO PIANO POR FILIPE RAPOSO
RAPSODIA SATANICA é um exemplo do “cinema das divas”, as supervedetas criadas pelo cinema italiano cerca de 1914, que estão sempre às voltas com peripécias extravagantes. As mais célebres foram Pina Menichelli, Francesca Bertini e Lyda Borelli, a vedeta do filme que vamos ver. Trata-se da história de uma mulher que faz um pacto faustiano: consegue ficar eternamente jovem, com a condição de não se apaixonar. Naturalmente, encontra dois homens que se apaixonam por ela.

12/10/2026, 19h30 | Sala Luís de Pina
Noémia Delgado, o Cinema Singular
CINE-ALMANAQUES Nº 1, 4, 7 (EXCERTOS) + MAFRA E O BARROCO EUROPEU + “ARTE NOVA E DECO NO NORTE DE PORTUGAL” + “O TRABALHO DO OURO E DA PRATA NO NORTE”: ARTESANATO E INDÚSTRIA
CINE-ALMANAQUES Nº 1, 4, 7 (EXCERTOS)
Portugal, 1967 – 5 min

MAFRA E O BARROCO EUROPEU
de Noémia Delgado (não creditada)
Portugal, 1972 – 7 min (versão mais longa)

“ARTE NOVA E DECO NO NORTE DE PORTUGAL”
Portugal, 1985 – 27 min

“O TRABALHO DO OURO E DA PRATA NO NORTE”: ARTESANATO E INDÚSTRIA
Portugal, 1987 – 25 min

filmes de Noémia Delgado

duração total da projeção: 64 minutos | M/12

A sessão inicia-se com imagens de um CINE-ALMANAQUE, jornal de atualidades produzido por António da Cunha Telles, em que colaboraram Noémia Delgado, Paulo Rocha, António de Macedo ou Fernando Lopes. Para o jornal Noémia filmou em 1967 a escultura de João Cutileiro, ou duas profissões em extinção: os Amoladores e os Fotógrafos Ambulantes, que agora poderemos ver. MAFRA E O BARROCO EUROPEU foi uma encomenda da Torralta e, na sua primeira experiência na realização, retrata a arquitetura como reflexo da sociedade. A sessão é complementada por dois episódios de séries que realizou para a RTP nos anos oitenta. No primeiro dos seis programas de ARTE NOVA E DECO NO NORTE DE PORTUGAL, Noémia convoca vários dos seus colaboradores habituais. João Abel Aboim assina a fotografia e as escassas palavras narradas são de O’Neill, ditas pela voz da própria realizadora, que também marca presença à frente da câmara. A sessão termina com um documento sobre um trabalho artesanal da ourivesaria no Norte, filmado com muita sensibilidade. A exibir em cópias em digital e em película de 16mm. Primeiras apresentações na Cinemateca, com exceção dos CINE-ALMANAQUES.




 
12/10/2026, 21h00 | Sala M. Félix Ribeiro
Paulo Branco ou a Vã Glória de Produzir
FRANCISCA
de Manoel de Oliveira
com Teresa Meneses, Diogo Dória, Manuela de Freitas, Mário Barroso, João Guedes
Portugal, 1981 - 167 min
M/12
FRANCISCA é o filme da última heroína da “tetralogia dos amores frustrados” (interpretada por Teresa Meneses). Oliveira filma a partir do romance Fanny Owen de Agustina Bessa-Luís (1979), escrito com base em factos verídicos (Porto, século XIX, círculo intelectual e boémio de que fazia parte Camilo Castelo Branco). FRANCISCA é um filme de espelhos e reflexos. Uma das obras máximas de Oliveira.