28/10/2026, 15h30 | Sala M. Félix Ribeiro
A Cinemateca com o DocLisboa: Lino Brocka - Matem o Artista Nacional
JAGUAR
de Lino Brocka
com Phillip Salvador, Amy Austria, Menggie Cobarrubias
Filipinas, 1979 - 100 min
legendado em francês e eletronicamente em português | M/12
Trabalhando num sistema industrial, Lino Brocka costuma situar os seus dramas em contextos muito precisos. O título do filme faz alusão à palavra usada nas Filipinas para designar os guardas de segurança e o protagonista deste thriller é um jovem dos bairros de lata de Manila que é guarda-costas de um “filho de família”. Nesta obra que tem “o ritmo rápido de um grande filme popular”, com elementos de ação, eróticos e melodramáticos, Lino Brocka mistura “a ingenuidade e a subtileza e dá um novo frescor à perceção do espectador” (Jacques Fieschi).

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28/10/2026, 18h00 | Sala Luís de Pina
Paulo Branco ou a Vã Glória de Produzir
CONVERSA COM PAULO BRANCO
Entrada gratuita mediante levantamento de bilhete uma hora antes do início da sessão.
O ciclo é pontuado por uma conversa mensal onde serão abordados os filmes exibidos durante este mês e onde o produtor irá resgatar algumas memórias ligadas à sua génese e à sua relação com os realizadores que os dirigiram.
28/10/2026, 19h00 | Sala M. Félix Ribeiro
O Cinema de Margaret Tait em Diálogo, com Peter Todd, Charlotte Wells, Ute Aurand, Roberto Rossellini, Luke Fowler
MARGARET TAIT: DO INÍCIO AO FIM
MY ROOM. VIA ANCONA 21
Reino Unido, 1951 – 3 min

BLUE BLACK PERMANENT
Reino Unido, 1992 - 84 min

filmes de Margaret Tait

Duração total da projeção: 87 min
legendado eletronicamente em português | M/12

Embora Tait tenha provavelmente filmado outras coisas antes, MY ROOM. VIA ANCONA 21 é, em muitos sentidos, o seu primeiro filme, o seu primeiro apontamento intimista de um espaço. O quarto e a morada do título referem-se ao apartamento no qual Tait viveu enquanto estudava em Roma (nome de rua que virá a inspirar a sua produtora, a Ancona Films). Entre esse momento iniciático e a sua primeira (e única) longa-metragem passaram 40 anos. BLUE BLACK PERMANENT é, ao mesmo tempo, a síntese de uma obra e a afirmação de uma revolução. Composta a partir de uma teia de flashbacks que cruzam três gerações de mulheres (Barbara que quer conhecer o seu passado, a mãe Greta e a avó Mary), o filme é uma “autobiografia abstrata”, onde Tait (à época já com 74 anos) se revê nas três personagens. Um filme de uma beleza desmesurada e de uma extraordinária audácia formal que precisa de ser (re) descoberto. BLUE BLACK PERMANENT foi a primeira longa-metragem de ficção realizada por uma mulher na Escócia. A exibir em cópias digitais.

A sessão repete no dia 31 às 16h00, na sala Luís de Pina.

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28/10/2026, 21h30 | Sala M. Félix Ribeiro
O Cinema de Margaret Tait em Diálogo, com Peter Todd, Charlotte Wells, Ute Aurand, Roberto Rossellini, Luke Fowler
MARGARET TAIT & CHARLOTTE WELLS: DESPEDIDAS
THESE WALLS
de Margaret Tait
Reino Unido, 1976 - 7 min, mudo

AFTERSUN
de Charlotte Wells
com Paul Mescal, Frankie Corio, Celia Rowlson-Hall
Reino Unido, Estados Unidos, 2022 - 102 min

Duração total da projeção: 109 min
legendado em português | M/12

Tait filma o seu estúdio na Rose Street, em Edimburgo, em 1974. Depois de duas décadas a viver na cidade e a criar a partir daquele 1.º andar (onde estava instalada a sua produtora, Ancona Films), THESE WALLS (a exibir em cópia digital) é o registo silencioso de um espaço na hora da despedida: paredes, pinturas, objetos, vestígios de uma vida. É este o ponto de partida para estabelecer a ligação com aquela que é uma das mais surpreendentes e comoventes primeiras-obras dos últimos anos, AFTERSUN, da também escocesa Charlotte Wells. Outro filme sobre memórias, em particular as férias de uma menina de 11 anos com o seu pai (Paul Mescal), lembradas 20 anos depois. Além de ser possível identificar a antologia de Tait, Poems, Stories and Writings, numa das sequências de AFTERSUN, e de a realizadora ter admitido a influência de BLUE BLACK PERMANENT, foi a própria Wells quem afirmou sentir-se parte de uma linhagem de cineastas escoceses cuja pioneira é definitivamente Margaret Tait (e a que se juntam Bill Douglas, Bill Forsyth e Lynne Ramsay).