06/10/2026, 15h30 | Sala M. Félix Ribeiro
Lado B.B. - Em colaboração com a Festa do Cinema Francês
LES PÉTROLEUSES
As Rainhas do Petróleo
de Christian-Jaque
com Brigitte Bardot, Claudia Cardinale, Michael J. Pollard
França, Itália, Espanha, Reino Unido, 1971 - 94 min
legendado eletronicamente em português | M/12
A pouco tempo de fechar a carreira, quando ainda não havia completado 40 anos, Bardot acede à proposta de fazer uma espécie de nova versão de VIVA MARIA!, desta vez, não ao lado de Jeanne Moreau, mas da estrela internacional Claudia Cardinale. E, desta feita, em modo assumidamente western spaghetti, narrando a história de duas mulheres, e respetivos gangues, que tentam garantir uma fortuna escondida num rancho do Texas. É uma paródia ao western baseada na relação entre as protagonistas, que culmina numa sequência de pugilato entre as divas em que vale tudo menos arrancar olhos. Primeira exibição na Cinemateca.

A sessão repete no dia 15 às 19h30, na sala Luís de Pina.

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06/10/2026, 19h00 | Sala M. Félix Ribeiro
Noémia Delgado, o Cinema Singular
O LADRÃO DO PÃO + A PRINCESINHA DAS ROSAS
O LADRÃO DO PÃO
com João Mota, Isabel Alves Costa
Portugal, 1979 – 30 min

A PRINCESINHA DAS ROSAS
com Rui Baptista, António Barahona, Ana d’Orey, Suzana Borges
Portugal, 1979 – 50 min

filmes de Noémia Delgado

duração total da projeção: 80 minutos | M/12

com a presença de João de Menezes-Ferreira

O LADRÃO DO PÃO é uma das primeiras obras de Noémia Delgado produzidas para a RTP, integrando a série “Contos Tradicionais Portugueses”, que conta com outros episódios importantes assinados por João César Monteiro e outros cineastas que começavam então a filmar. Inspirado por um poema de Alexandre O’Neill, tem como protagonista João Mota que, cansado de uma vida no mar, se envolve com uma padeira em terra. A música é de José Mário Branco, que editaria um álbum com o mesmo nome. Pouco depois Noémia inicia a sua série “Contos Fantásticos”. Trabalho de ficção em torno de um género raro em Portugal, parte de textos de sete escritores. A PRINCESINHA DAS ROSAS, o primeiro título da série, é baseado no conto homónimo de Fialho de Almeida e retrata a saga de Naíde, jovem nascida do amor de um pescador e de uma sereia, que é adotada por um rei sem descendentes para mais tarde regressar ao maravilhoso reino dos mares. A exibir em cópias em digital (O LADRÃO DO PÃO, numa primeira apresentação na Cinemateca) e em 16mm.

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06/10/2026, 19h30 | Sala Luís de Pina
Lado B.B. - Em colaboração com a Festa do Cinema Francês
LE REPOS DU GUERRIER
O Repouso do Guerreiro
de Roger Vadim
com Brigitte Bardot, Robert Hossein, Jean-Marc Bory
França, Itália, 1962 - 102 min
legendado eletronicamente em português | M/12
Quarta e penúltima colaboração entre Bardot e Vadim, ex-cônjuges, adaptando um romance de Christiane Rochefort sobre uma relação amorosa tempestuosa desenvolvida entre uma jovem burguesa (Bardot) e um homem alcoólatra e suicidário (Robert Hossein). Depois deste último tentar pôr termo à vida, mas vendo essa tentativa interrompida pela jovem, um caso de amour fou repleto de provações e humilhações ganha forma entre ambos. Trata-se de uma espécie de vingança on screen contra a típica personagem de sensualidade todo-poderosa interpretada por Bardot levada a cabo pelo homem cínico e perverso encarnado por Hossein, o realizador e ator de LE VAMPIRE de Düsseldorf. Primeira exibição na Cinemateca.

A sessão repete no dia 9 às 15h30, na sala M.Félix Ribeiro.

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06/10/2026, 21h30 | Sala M. Félix Ribeiro
Paulo Branco ou a Vã Glória de Produzir
LE MARIAGE À TROIS
O Casamento a Três
de Jacques Doillon
com Pascal Greggory, Julie Depardieu, Louis Garrel, Agathe Bonitzer, Louis-do de Lencquesaing
França, 2009 - 100 min
legendado em português | M/12
A história é a de um dramaturgo que recebe em casa os protagonistas da sua nova peça numa ocasião que fica marcada pelo tumulto causado pela presença conjugada das suas ex-mulher, nova amante e jovem assistente. O processo criativo e os jogos sentimentais estão no centro de LE MARIAGE À TROIS, uma “fantasia inspirada no Inferno de Strindberg”. “Um filme solar e lúdico […]. Entre Marivaux, Musset e Tchekhov é uma comédia amorosa onde as portas batem, as pessoas se zangam, entram e saem, acariciam-se e dizem palavras cruas, e põe em cena um clássico trio amoroso (marido, mulher e amante), unidade de espaço (uma casa de campo), unidade de tempo (o espaço de um dia), unidade de ação (uma comédia de recasamento)” (J.B. Morain, Les Inrockuptibles).

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