13/10/2026, 21h30 | Sala M. Félix Ribeiro
Com o núcleo de atores que constituía a sua cada vez mais definida “troupe”, a segunda longa-metragem de Jean-Claude Biette é um dos seus filmes mais divertidos – à época, Jacques Siclier, crítico do
Le Monde, chegou a comparar os diálogos aos dos Irmãos Marx. Outro crítico notava que, depois da matéria rivettiana em LE THÉÂTRE DES MATIÈRES, LOIN DE MANHATTAN se acercava da vizinhança de Eric Rohmer. Em todo o caso, e para além do olhar paródico sobre um círculo da intelectualidade parisiense (o mundo da arte e dos críticos de arte), LOIN DE MANHATTAN constrói-se sobre um princípio sumamente biettiano – um mistério, mais ou menos irrisório, mais ou menos
macguffin: porque é que o pintor René Dimanche passou por um tão longo período de inatividade? É isso que um jovem crítico, acompanhado por uma sua amiga, se propõe descobrir.