CICLO
VIAGEM AO FIM DO MUDO


Em Setembro, na Viagem ao Fim do Mudo, três paragens em filmes bastante populares no seu tempo mas entretanto caídos num relativo, e muito injusto, esquecimento. O PHANTOM OF THE OPERA de Rupert Julian, uma história posteriormente re-contada inúmeras vezes que aqui teve o seu sublime momento original, com um Lon Chaney assombroso. VISAGES D’ENFANTS, de Jacques Feyder, um exemplo crucial do melodrama naturalista europeu dos anos 1920, profundamente radicado numa paisagem (natural e social) concreta, trabalhando a sua transfiguração. E finalmente, a grande festa de fim de um tempo (quer Allan Dwan quer Douglas Fairbanks sabiam bem que não voltariam a fazer filmes mudos), esse extraordinário THE IRON MASK, a saga dos Três Mosqueteiros encenada com  um sofisticadíssimo sentido do espectáculo, e um monumento a Fairbanks como primeiro grande “action hero” do cinema americano.
05/09/2026, 18h00 | Sala M. Félix Ribeiro
Ciclo VIAGEM AO FIM DO MUDO

THE PHANTOM OF THE OPERA
O Fantasma da Ópera
de Rupert Julian
Estados Unidos, 1925 - 93 min
 
17/09/2026, 19h00 | Sala M. Félix Ribeiro
Ciclo VIAGEM AO FIM DO MUDO

VISAGES D’ENFANTS
A Segunda Mãe
de Jacques Feyder
França, 1923 - 104 min
 
25/09/2026, 19h00 | Sala M. Félix Ribeiro
Ciclo VIAGEM AO FIM DO MUDO

THE IRON MASK
Máscara de Ferro
de Allan Dwan
Estados Unidos, 1929 - 108 min
05/09/2026, 18h00 | Sala M. Félix Ribeiro
VIAGEM AO FIM DO MUDO
THE PHANTOM OF THE OPERA
O Fantasma da Ópera
de Rupert Julian
com Lon Chaney, Mary Philbin, Norman Kerry
Estados Unidos, 1925 - 93 min
legendado eletronicamente em português | M/12
Nos subterrâneos da Ópera de Paris, um misterioso homem de rosto desfigurado apaixona-se por Christine, uma jovem cantora que procura afirmar-se no palco. THE PHANTOM OF THE OPERA, baseado no romance homónimo, é um dos grandes clássicos do cinema mudo, marcado pela interpretação de Lon Chaney como o enigmático Fantasma.

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Excecionalmente,a sessão não terá acompanhamento ao piano. Agradecemos a compreensão e pedimos
desculpa pelos eventuais incómodos.
17/09/2026, 19h00 | Sala M. Félix Ribeiro
VIAGEM AO FIM DO MUDO
VISAGES D’ENFANTS
A Segunda Mãe
de Jacques Feyder
com Jean Forest, Victor Vina, Rachel Devinys
França, 1923 - 104 min
intertítulos em francês e holandês, legendados eletronicamente em português | M/12
ACOMPANHADO AO PIANO POR FILIPE RAPOSO
Um dos belos momentos do cinema europeu dos anos 20, obra de um cineasta que foi relegado a um injusto purgatório. Filmado em grande parte em cenários naturais, na Suíça, VISAGES D’ENFANTS conta a história de um garoto atormentado pela morte da mãe, que recusa a nova mulher do pai. Sobre este fundo melodramático, Jacques Feyder construiu um filme belíssimo, magistralmente encenado, “com uma economia narrativa que implica o máximo de significação por plano e a capacidade de encontrar correspondência física para as motivações e angústias interiores das suas personagens”, como observou acertadamente um comentador.

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25/09/2026, 19h00 | Sala M. Félix Ribeiro
VIAGEM AO FIM DO MUDO
THE IRON MASK
Máscara de Ferro
de Allan Dwan
com Douglas Fairbanks, Marguerite de la Motte, Dorothy Revier
Estados Unidos, 1929 - 108 min
legendado eletronicamente em português | M/12
ACOMPANHADO AO PIANO POR DANIEL SCHVETZ
Esta versão da clássica história dos mosqueteiros de Alexandre Dumas (já evocados em A MODERN MUSKETEER, com o mesmo Fairbanks, e a que dez anos depois Dwan voltaria em versão mais paródica com os Ritz Brothers) foi um dos mais luxuriantes Dwans e uma espécie de canto do cisne perfeitamente assumido. É o fim do cinema mudo (Dwan queixou-se bastante de como, na época, para se introduzir duas sequências sonoras em THE IRON MASK foi estraçalhado o formato da imagem), e é praticamente o fim da carreira de Douglas Fairbanks, que não sobreviveu – como vedeta, bem entendido – à chegada do sonoro. Todos pareciam ter consciência de que estava um mundo a acabar, e a prova disso é que foi a única vez que Fairbanks (na pele de D’Artagnan) aceitou que a sua personagem morresse no final. É uma obra-prima, significativa em vários capítulos: na História de Hollywood, na história de Fairbanks, na história, enfim, de Allan Dwan, que nunca mais se viu envolvido em produções com este nível de grandeza. A apresentar em cópia digital.

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