16/08/2025, 19h00 | Sala M. Félix Ribeiro
KHANEH SIAH AST
“A Casa é Negra”
de Forough Farrokhzad
Irão, 1962 – 22 min
L’ORDRE
de Jean-Daniel Pollet, Maurice Born, Malo Aguettant
com Raimondakis, Philippe Sollers
França, 1974 – 43 min
legendados eletronicamente em português
duração total da sessão: 65 min | M/12
Forough Farrokhzad rodou KHANEH SIAH AST numa colónia de leprosos no noroeste iraniano e, com isso, deu à luz um dos melhores filmes já realizados, encenando um diálogo entre as paixões da poetisa (a própria Farrokhzad) e a voz da razão (Ebrahim Golestan, seu companheiro, grande documentarista e produtor). O realizador iraniano Mohsen Makhmalbaf descreveu-o como “o melhor filme iraniano que irá influenciar o cinema contemporâneo deste país” e, segundo o crítico americano Jonathan Rosenbaum,
“se a nova vaga iraniana começa com KHANEH SIAH AST, é impossível imaginar até onde irá”. L’ORDRE é uma obra poderosíssima que versa sobre a exclusão: em 1973, diante da câmara, Epaminondas Raimondakis recorda os longos anos de confinamento em Spinalonga, uma ilha no norte de Creta para onde eram enviados os leprosos como ele, “feitos prisioneiros sem ter cometido qualquer crime” até à extinção da colónia pelo governo grego em 1957. Uma ilha com 800 metros de comprimento e 400 de largura onde aguardavam a morte. Como diz Pollet, “encontrámos o objetivo e o propósito da vida aqui, na fornalha da doença e do isolamento.” Acrescentou: “Se eu tivesse de guardar um só dos meus filmes, seria este”. A exibir em cópias digitais.
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