CADERNO DO PASSEIO DE CIMENTO
de Regina Guimarães
Portugal, 2017 - 3 min
EUROPA PARTE NENHUMA
de Regina Guimarães
Portugal, 1997 - 6 min
PAS PERDUS
de Saguenail
Portugal, 2008 - 37 min
ESTUDO DE MERCADO
de Regina Guimarães, Saguenail
Portugal, 2011 - 11 min
STUART
de Zepe
Portugal, 2006 - 11 min
CADERNO DA CURA E DO CORAÇÃO
de Regina Guimarães
Portugal, 2019 - 15 min
APRILI
“Abril”
de Otar Iosseliani
URSS, 1961 - 46 min / legendado eletronicamente em português
Em “
Cinema Pobre”, o texto-manifesto do número zero da revista
A Grande Ilusão (que faz lembrar os manifestos que Mekas publicava nos anos 60 na
Film Culture, em Nova Iorque), Regina e Saguenail escrevem: “A problemática do cinema pobre provém da sua bastardia: define-se perante o modelo do cinema
standard, que por sua vez se define perante o público; ora, o cinema pobre, não tendo público, não é levado a fazer-lhe cedências. O cinema pobre assume-se a partir do momento em que a ausência de meios lhe permite ou o obriga (conforme a ótica) a transgredir um certo número de convenções (cf. Jean-Luc Godard quando conta como foi levado a abandonar o princípio de campo/contra-campo em À BOUT DE SOUFFLE).” Concluem: “Numa altura em que o cinema está em vias de ser abandonado (morte próxima e anunciada), o cinema pobre afirma que o devir que o cinema conheceu não era o seu único futuro possível e que os campos inexplorados são mais vastos do que os campos desvendados.” Uma sessão que é também a afirmação de uma cinefilia (que colocam dentro desse cinema que defendem) – em explosão no belo PAS PERDUS.
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