21/05/2014, 19h00 | Sala Dr. Félix Ribeiro
25 de Abril, Sempre - Parte II. A Distância das Coisas
Ninguém Duas Vezes
de Jorge Silva Melo
com Manuela de Freitas, Luís Miguel Cintra, José Mário Branco, Michael König, Glicínia Quartin
Portugal, Alemanha, França, 1984 - 106 min
M/12
Primeiros Ecos na Ficção
Lisboa, 1983, é a segunda das vezes para as personagens deste filme. Da primeira, na mesma cidade, em 1975, sabe-se em elipse. Em oito anos, o país está muito diferente e os dois casais protagonistas de NINGUÉM DUAS VEZES também. Uma mala sem dona no tapete rolante de um aeroporto, Lisboa como não-lugar, depois de ter sido lugar de tudo. “É uma obra atravessada por imensa tristeza, muito mais do que por imensa aflição. É o filme de quando todos – e tudo – foram embora” (João Bénard da Costa).
22/05/2014, 19h00 | Sala Dr. Félix Ribeiro
25 de Abril, Sempre - Parte II. A Distância das Coisas
Mudas Mudanças
de Saguenail
com António Torres, Manuela Silva, Óscar Branco, Elsa Fortes, Luís Monteiro, Laura Perry
Portugal, 1979 - 86 min
M/12
Primeiros Ecos na Ficção
com a presença de Saguenail
Durante um errático passeio pela cidade do Porto, um homem discorre sobre as cenas desconcertantes com que se depara, que correspondem a uma acumulação de fragmentos de contos populares portugueses. Não respondendo às múltiplas interpelações, é confrontando a pergunta: "que fazer, quando tudo se torna possível?". Uma abordagem crua e iconoclasta do Portugal pós-revolucionário. O texto, que é atravessado por pontuais e metafóricas reflexões sobre a natureza da imagem cinematográfica ("A imagem é como um líquido, não se deve agitar..."), é integralmente dito em off. “Alegoria de uma revolução recém-desaguada em águas de bacalhau" é também uma crítica ao papel de espectador. Um filme extremamente singular em primeira exibição na Cinemateca.
23/05/2014, 19h00 | Sala Dr. Félix Ribeiro
25 de Abril, Sempre - Parte II. A Distância das Coisas
O Rei das Berlengas
de Artur Semedo
com Mário Viegas, Zita Duarte, Santos Manuel, Paula Guedes, Artur Semedo
Portugal, 1978 – 117 min, 1978 - 117 min
M/12
Primeiros Ecos na Ficção
O REI DAS BERLENGAS corresponde à tentativa de criar um burlesco português através de uma sátira que ilustra a história de Portugal desde a Independência até à revolução de abril, referindo-se em particular à descolonização. É durante o processo desta que um tal D. Lucas Telmo de Midões (um muito divertido Mário Viegas) reivindica a independência das ilhas Berlengas. São muitos os que compõem a prole de inesperados convidados, num filme que testemunha o espírito subversivo de Artur Semedo.
23/05/2014, 21h30 | Sala Dr. Félix Ribeiro
25 de Abril, Sempre - Parte II. A Distância das Coisas
Oxalá
de António-Pedro Vasconcelos
com Manuel Baeta Neves, Marta Reynolds, Laura Soveral, Judite Maigre, Lia Gama, Ruy Furtado, Karen Blangueron, Teresa Madruga, Adelaide João
Portugal, 1980 - 133 min
M/12
Primeiros Ecos na Ficção
com a presença de António-Pedro Vasconcelos
Entre 25 de abril de 1974 e outubro de 1978, um jovem exilado em Paris faz várias viagens a Portugal, experiência que o argumento de OXALÁ trabalha através de uma série de retratos femininos. “ De OXALÁ dizia-se que era um filme de mediações (‘só se tem acesso ao que se deseja através de mediações’, escreveu Eduardo Prado Coelho). Permita-se-nos deslocarmos ligeiramente a mesma ideia: OXALÁ é o desejo de pôr em imagens uma memória possível do 25 de abril mediado por uma forma cinematográfica alheia” (M.S. Fonseca).
24/05/2014, 15h30 | Sala Dr. Félix Ribeiro
25 de Abril, Sempre - Parte II. A Distância das Coisas
Verde por Fora, Vermelho por Dentro
de Ricardo Costa
com Rogério Paulo, Adelaide João, Helena Isabel, Armando Venâncio
Portugal, 1980 - 123 min
M/12
Primeiros Ecos na Ficção
com a presença de Ricardo Costa
Ficção produzida num regime independente, como aliás acontece com vários dos filmes de Ricardo Costa, que é também o realizador de CRAVOS DE ABRIL (que mostrámos na primeira parte do Ciclo), VERDE POR FORA, VERMELHO POR DENTRO é um título pouco visto da “filmografia de abril”. Como descreve José de Matos-Cruz em O Cais do Olhar, “um homem de meia-idade chega a Portugal, acompanhado de duas filhas e uma governanta fiel, a fim de executar o ambicioso projeto duma plantação de bananas que contribuiria, decisivamente, para consolidar a economia nacional, abalada pela revolução de abril. O objetivo falha, ao mesmo tempo que se agrava o conflito latente com as raparigas....”. Primeira exibição na Cinemateca.