CICLO
John Berger


 “Só vemos aquilo para que olhamos. Olhar é um acto de escolha.” É com esta frase que John Berger (1926-2017) abre Ways of Seeing/Modos de Ver, ensaio seminal que é provavelmente a sua obra mais influente e que se segue à série de programas com o mesmo título produzida para a BBC sob a forma de quatro episódios de meia hora (a primeira do género desde Civilisation/Civilização, de Kenneth Clark, em 1969). Nascido em Londres, John Berger foi um ensaísta, crítico de arte, romancista, poeta, tradutor e argumentista (colaborador na escrita dos argumentos dos filmes de Alain Tanner LA SALAMANDRE, 1971, LE MILIEU DU MONDE, 1974, JONAS QUI AURA 25 ANS EN L’AN 2000, 1976), mas, como refere Júlio Henriques em “Uma Obra Luminosa”, posfácio a Entretanto, editado em Portugal em 2018, preferia a designação de “contador de histórias”. Estudou arte, mas a sua formação foi interrompida pelo serviço militar durante a Segunda Guerra Mundial. Após a guerra, dedicou-se à crítica de arte e publicou o seu primeiro romance, A Painter of Our Time, em 1958. Nesta sessão especial assinalamos o centenário de nascimento de John Berger, com a exibição de TASKAFA, STORIES OF THE STREET, de Andrea Luka Zimmerman, numa sessão que contará com a presença dos realizadores e de Gareth Evans, escritor, produtor do festival de Londres de 2005 John Berger: Here Is Where We Meet, editor da revista de cinema Vertigo entre 2002 e 2009 e curador de diversos eventos do centenário John Berger at 100 que decorrem este ano.
 
Não existem filmes para o ciclo selecionado
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