04/11/2026, 22h00 | Sala M. Félix Ribeiro
Correspondências - Rita Azavedo Gomes | Realizadora Convidada
NIAGARA
Niagara
de Henry Hathaway
com Marilyn Monroe, Joseph Cotten, Jean Peters, Casey Adams
Estados Unidos, 1953 - 88 min
legendado em castelhano e eletronicamente em português | M/12
Famosíssimo filme, que bastaria para “imortalizar” as cataratas do Niagara. Um dos papéis dramáticos importantes de Marilyn Monroe, numa história com ecos de film noir: cansada de um marido mentalmente instável (Cotten), a personagem de Marilyn planeia com o amante fazê-lo desaparecer, utilizando para isso todas as possibilidades oferecidas pelas cataratas. A fotografia de Joseph MacDonald, num fabuloso Technicolor, faz maravilhas com a espetacular paisagem e favorece o magenta de um vestido da protagonista feminina. No programa, faz par com FRÁGIL COMO O MUNDO.
05/11/2026, 15h30 | Sala M. Félix Ribeiro
Correspondências - Rita Azavedo Gomes | Realizadora Convidada
SPLENDOR IN THE GRASS
Esplendor na Relva
de Elia Kazan
com Warren Beatty, Natalie Wood, Barbara Loden, Pat Hingle, Audrey Christie, Fred Stewart
Estados Unidos, 1961 - 124 min
legendado em castelhano e eletronicamente em português | M/12
A adaptação da peça de William Inge que gira à volta dos recalcamentos sexuais (como acontecia em Picnic, peça do mesmo autor, também adaptada ao cinema). Neste caso, as personagens são dois adolescentes à descoberta do amor no fim da década de vinte do século XX. Elia Kazan constrói um dos mais dilacerantes e belos poemas de amor no cinema, dando a Warren Beatty e a Natalie Wood os papéis das suas vidas. A sequência em que se invoca o poema que dá o título ao filme é um dos momentos mais perfeitos da História do cinema. “O efeito misterioso do cinema caiu em mim como nunca antes. Um argumento aparentemente simples, um filme onde tudo vem muito mais da visão de Kazan, que lhe dá outra dimensão, do que da história dos dois jovens do Kansas.” (Rita Azevedo Gomes, 2023) No programa, faz par com ALTAR.
05/11/2026, 19h00 | Sala M. Félix Ribeiro
Correspondências - Rita Azavedo Gomes | Realizadora Convidada
DOIS E UM GATO | ALTAR
com a presença de Rita Azevedo Gomes
DOIS E UM GATO
de Patrícia Saramago
com Alice Ruiz, Mateus Alho, Manuel, Monica Calle
Portugal, 2026 – 25 min
ALTAR
de Rita Azevedo Gomes
com René Gouzenne, Alice Lovelace, Thomas Toutain
Portugal, 2002 – 75 min / legendado em português
duração total da projeção: 100 min | M/12
“Um jovem casal de namorados que partilha a vida desarrumada num quarto arrendado e com o gato Manuel que mantêm escondido. Sem forma de pagar rendas em atraso, decidem fugir rapidamente empacotando tralhas e gato”. É como reza a sinopse da Sopro Filmes sobre o filme da estreia póstuma na realização de Patrícia Saramago, DOIS E UM GATO (primeira apresentação na Cinemateca), surpreendente conto a cores que trata sobretudo de cinema. ALTAR é uma das obras em que Patrícia trabalhou com Rita Azevedo Gomes na montagem e, neste caso, também como atriz (sob o pseudónimo Alice Lovelace), sendo sua a imagem do grande plano que passou a ser a imagem pública do filme. Trata-se da primeira vez que Rita improvisou somando realização e produção sem rede (financeira) e com meios inestimáveis (o apoio de cumplicidades pessoais). Sucedendo a FRÁGIL COMO O MUNDO pela obstinação de continuar a filmar, o argumento de ALTAR, filmado na Serra de Montejunto, volta a contar com a reverberação de um verso de Sophia: “Imagens tão mudas que, ao olhá-las, me pareça que fechei os olhos.”
06/11/2026, 22h00 | Sala M. Félix Ribeiro
Correspondências - Rita Azavedo Gomes | Realizadora Convidada
EFTER REPETITIONEN
Depois do Ensaio
de Ingmar Bergman
com Erland Josephson, Ingrid Thulin, Lena Olin
Suécia, França, 1984 - 72 min
legendado eletronicamente em português | M/12
Depois de um ensaio, o encenador Henrik encontra-se com Anna, filha de uma antiga amante. Os dois evocam a história de amor que podiam viver, e Anna parte. Escrito em 1980, realizado em 16 mm para televisão, ampliado e remontado para uma “versão cinema” em 1984, foi a última colaboração entre Bergman e o diretor de fotografia Sven Nykvist. “Não é apenas um filme sobre o teatro (outros, muitos outros, houve na carreira de Bergman) mas um filme em que num único décor (décor de teatro, palco vazio), Bergman reflete sobre o que o teatro é e sobre o que os atores são. E é sobretudo aos atores a quem dedica esta obra, com a declaração – única na sua carreira – de que ama os atores, e os ama acima de tudo e todos.” (João Bénard da Costa) No programa, faz par com ALTAR.
07/11/2026, 18h00 | Sala M. Félix Ribeiro
Correspondências - Rita Azavedo Gomes | Realizadora Convidada
25 DE ABRIL, 25 ANOS | INTROMISSÕES; PARABÉNS MANOEL DE OLIVEIRA | BELLE DE JOUR
25 DE ABRIL, 25 ANOS | INTROMISSÕES; PARABÉNS MANOEL DE OLIVEIRA | A Bela de Dia
25 DE ABRIL, 25 ANOS
de Rita Azevedo Gomes
Portugal, 1999 – 12 min
INTROMISSÕES; PARABÉNS MANOEL DE OLIVEIRA
de Rita Azevedo Gomes
Portugal, 1998 – 55 min
BELLE DE JOUR
A Bela de Dia
de Luis Buñuel
com Catherine Deneuve, Jean Sorel, Michel Piccoli, Pierre Clémenti
França, 1967 – 100 min / legendado em português
duração total da projeção: 167 min | M/16
sessão com intervalo entre INTROMISSÕES e BELLE DE JOUR
25 DE ABRIL, 25 ANOS, essencialmente um filme-montagem, foi realizado em 1999 por Rita Azevedo Gomes para estar patente em 25 televisores nos espaços adjacentes da então única sala da Cinemateca, acompanhando o ciclo que, dessa vez, celebrou 25 de Abril de 1974. Em 1998, também com âncora numa iniciativa da Cinemateca, com o Rivoli Teatro Municipal (Porto), celebrando os 90 anos de Manoel de Oliveira, INTROMISSÕES; PARABÉNS MANOEL DE OLIVEIRA é exclusivamente um filme-montagem.
A partir das suas imagens e sons, Rita propõe um elogio da obra de Oliveira, que é simultaneamente uma leitura livre do seu cinema. Na “sessão dupla”, que é uma tripla, a liberdade e Oliveira rimam com Buñuel: adaptação por Jean-Claude Carrière do romance de Joseph Kessel, BELLE DE JOUR é um filme percorrido por referências sadomasoquistas, seguindo a história de uma mulher da sociedade que se prostitui de dia para materializar fantasias noturnas em muito singulares encontros com as perversões dos seus clientes. Um dos papéis mais famosos de Catherine Deneuve e uma das obras-primas de Luis Buñuel.
Os filmes de Rita são primeiras apresentações na Cinemateca.