CICLO
Paulo Branco ou a Vã Glória de Produzir


Ao longo do mês de outubro, o grande ciclo dedicado ao trabalho de Paulo Branco como produtor apresenta mais dez filmes. Relembramos que os critérios adotados em cada mês são: a) mostrar um filme por cada uma das cinco décadas do percurso de Paulo Branco; b) não repetir realizadores. Tudo mais é intuitivo.
Neste mês temos, pois, representados 10 realizadores (ou melhor 11, já que A CRIANÇA é assinado por dois autores). Dos dez títulos a apresentar, quatro (A CRIANÇA, FREEDOM, ORDEM MORAL e L’HOMME QUI A PERDU SON OMBRE) são primeiras exibições na Cinemateca. Também neste mês (tal como em setembro com Fanny Ardant), vamos ter a oportunidade de ver um filme – LA PLAGE NOIR –da autoria de um dos maiores atores franceses da sua geração: Michel Piccoli. Manoel de Oliveira continua representado: Depois de NON OU A VÃ GLÓRIA DE MANDAR (exibido no mês passado) é vez de podermos (re)ver essa obra magistral que é FRANCISCA (primeiro filme de Oliveira produzido por Paulo Branco). Do programa deste mês constam ainda BAZAR, da cineasta suíça Patricia Plattner e o singularíssimo LE MARIAGE À TROIS, única colaboração entre Paulo Branco e o já conceituado realizador Jacques Doillon. No dia 26, às 18h00 organiza-se nova conversa com o produtor sobre o programa e autores apresentados no mês, a que se seguirá uma “pérola” pouco vista de João Botelho: NO DIA DOS MEUS ANOS.
 
26/10/2026, 21h00 | Sala Luís de Pina
Ciclo Paulo Branco ou a Vã Glória de Produzir

NO DIA DOS MEUS ANOS
de João Botelho
Portugal, 1988 - 65 min
 
26/10/2026, 21h00 | Sala Luís de Pina
Paulo Branco ou a Vã Glória de Produzir
NO DIA DOS MEUS ANOS
de João Botelho
com Jessica Weiss, João Lagarto, André Costa, Madalena Rodrigues
Portugal, 1988 - 65 min
M/12
NO DIA DOS MEUS ANOS faz parte de um filme em episódios, um “género” muito frequente no cinema europeu nos anos 60 e 70, tendo como tema condutor os quatro elementos. João César Monteiro ilustrou a água, Joaquim Pinto o fogo, João Mário Grilo a terra e João Botelho o ar. O realizador explica que “este não era o meu elemento preferido, teria preferido a terra, mas o ar dava-me mais luta”, o que era vantajoso para um cineasta que não gosta da facilidade. Como em outros filmes de Botelho deste período, à volta de uma história central há outras histórias, pontuadas pela presença constante do mais impalpável dos elementos, o ar.