20/05/2026, 19h30 | Sala Luís de Pina
A Casa
Tokyo Monogatari
Viagem a Tóquio
de Yasujiro Ozu
com Chishu Ryu, Chieko Higashiyama, Setsuko Hara
Japão, 1953 - 136 min
legendado em português | M/12
Este foi o filme através do qual os espectadores ocidentais descobriram tardiamente o cinema de Ozu, em meados dos anos 70. Um casal idoso vai visitar os filhos em Tóquio, mas estes não têm tempo para lhes dar atenção. Este é o pretexto para Ozu abordar o tema central do seu cinema na fase final da sua obra, a dissolução de uma família, a separação dos membros que a compõem, a resignação diante daquilo que muda. Um momento sublime de cinema, um cineasta no apogeu da sua arte. A apresentar em cópia digital.
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20/05/2026, 21h30 | Sala M. Félix Ribeiro
A Casa
Rosemary's Baby
A Semente do Diabo
de Roman Polanski
com Mia Farrow, John Cassavetes, Ruth Gordon, Sidney Blackmer
Estados Unidos, 1968 - 135 min
legendado em castelhano e eletronicamente em português | M/16
Uma das obras mais influentes do cinema americano dos anos sessenta. Praticamente, todo o cinema demoníaco que a partir da década seguinte se vulgarizou nasce com este primeiro filme feito por Polanski nos Estados Unidos e ambientado no famoso edifício Dakota em Nova Iorque. Mia Farrow é a jovem portadora da “semente do diabo”, vendida pelo marido em troca de sucesso na carreira. Ruth Gordon, antiga argumentista de Cukor que se tornaria popular como coprotagonista de HAROLD AND MAUDE, ganhou o Óscar como melhor atriz secundária. Um dos pontos altos da obra de Polanski. A exibir em cópia 35mm.
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21/05/2026, 15h30 | Sala M. Félix Ribeiro
A Casa
Dvoryanskoe Gnezdo
“Um Ninho de Nobreza”
de Andrei Konchalovsky
com Irina Kupchenko, Leonid Kulagin, Beata Tyszkiewicz
URSS, 1969 - 111 min
legendado em finlandês e eletronicamente em português | M/12
A terceira longa-metragem de Andrei Konchalovsky, adaptando uma história de Turguenev, sobre o regresso de um aristocrata à sua propriedade, depois de uma estadia de 11 anos em Paris. Mais do que a descrição dos costumes e mentalidades da aristocracia russa do século XIX, o que conta em DVORYANSKOE GNEZDO é articulação disso com o espaço, muito material, da casa que serve de cenário: um sítio invadido pela natureza, muito musgo e muita humidade, como se aí se pudessem encontrar propriedades metafóricas da própria condição aristocrática. Primeira exibição na Cinemateca.
A sessão repete no dia 29 às 19h30, na sala Luís de Pina.
21/05/2026, 22h00 | Sala M. Félix Ribeiro
A Casa
Tva Människor
“Dois Seres”
de Carl Th. Dreyer
com Wanda Rothgard, Georg Ryderberg, Gabriel Alw
Suécia, 1944 - 78 min
legendado em francês e eletronicamente em português | M/12
Entre janeiro e março de 1983, a Cinemateca organizou um vasto “Panorama do Cinema Dinamarquês”, dividido em três partes: cinema mudo, a obra integral de Carl Th. Dreyer e cinema contemporâneo. Este Ciclo foi acompanhado pelo catálogo mais original entre os muitos que publicou a Cinemateca: um pacote lacrado, que uma vez aberto não podia mais ser fechado, verdadeiro objeto de arte concebido por Carlos Nogueira. Entre os muitos filmes do mestre dinamarquês então totalmente desconhecidos em Portugal revelados naquele Ciclo, TVA MÄNNISKOR foi um dos que mais se destacou. Toda a ação tem lugar num só quarto, em que um jovem é acusado de ter plagiado o trabalho de um velho professor. João Lopes comentou à época: “O filme revela um Dreyer profundamente moderno, particularmente atento àquilo que no teatro pode ser fonte de cinema e abertura inesperada de novos modos de significação”.
22/05/2026, 15h30 | Sala M. Félix Ribeiro
A Casa
Tre Piani
Três Andares
de Nanni Moretti
com Margherita Buy, Nanni Moretti, Alessandro Sperduti
Itália, 2021 - 119 min
legendado em português | M/12
Um daqueles filmes de Moretti que deixam desconcertados os adeptos do realizador, por corresponder muito pouco, ou mesmo nada, à ideia mais expandida sobre o que é ou deve ser “um filme de Nanni Moretti”. TRE PIANI é um mergulho em cheio na narrativa “convencional” e popular, um pouco romanesca até (trata-se da adaptação de um “best seller”), que segue um conjunto de personagens, todas habitantes do mesmo prédio romano, e os acontecimentos – alguns trágicos, violentos – que acabam por interligar toda a gente. Sentiu-se falta do “morettianismo” mais saliente, mas é um belo filme, cheio de ressonâncias e entrelinhas a liga-lo, discretamente, a alguns temas de sempre do autor italiano. Primeira exibição na Cinemateca
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