27/04/2026, 19h00 | Sala M. Félix Ribeiro
Patrícia Saramago - " Fazer e Refazer é o Dia a Dia numa Sala de Montagem"
CHUVA | INFERNO (VALE DE JUDEUS) | A ÚLTIMA GRAVAÇÃO
projeção seguida de conversa
com Mónica Calle, Luís Fonseca
CHUVA
de Luís Fonseca
com Ana Brandão, Mónica Calle, Ricardo Aibéo
Portugal, 1999 – 15 min
INFERNO (VALE DE JUDEUS)
de Patrícia Saramago
com Mónica Garnel, René Vidal, Mário Fernandes
Portugal, 2010 – 18 min
A ÚLTIMA GRAVAÇÃO
de Patrícia Saramago
com Mónica Calle, Mónica Garnel, Ana Ribeiro, Amândio Pinheiro
Portugal, 2007 – 28 min
legendado em francês em alguns diálogos (em português)
duração total da projeção: 61 min | M/12
projeção seguida de conversa
com Mónica Calle, Luís Fonseca
CHUVA, a curta-metragem de ficção de Luís Fonseca que estreou no Festival de Veneza de 1999, junta duas mulheres numa casa de paredes verdes ao abrigo da chuva que cai no exterior enquanto lembram um momento feliz das suas vidas. Foi um dos primeiros trabalhos de montagem de Patrícia Saramago (a apresentar no DCP resultante da digitalização recente). Seguem-se dois títulos do lote de registos filmados por Patrícia com a Casa Conveniente e que, excetuando material incluído nos espetáculos da companhia, nos seus trailers, ou publicado na Internet, ficou inédito em sala. INFERNO (VALE DE JUDEUS) é um excerto do segmento que integrou o espetáculo encenado por Mónica Calle em 2010: mostra duplas de actores (a mesma atriz, atores diferentes), dirigidos fora de campo, em grandes planos dos rostos no estabelecimento prisional de Vale de Judeus, onde a Casa Conveniente desenvolveu um importante projeto. Filmado no espaço do antigo bar transformado em teatro onde a companhia esteve instalada nos anos em que habitou o Cais do Sodré, A ÚLTIMA GRAVAÇÃO parte do espetáculo “Um Dia Virá”, também encenado por Calle a partir de textos de Samuel Beckett em 2007, e assume a forma mais acabada de filme. São apresentados no material digital existente, de qualidade precária a partir do vídeo original. Primeiras apresentações na Cinemateca.
28/04/2026, 19h00 | Sala M. Félix Ribeiro
Patrícia Saramago - " Fazer e Refazer é o Dia a Dia numa Sala de Montagem"
FRÁGIL COMO O MUNDO
de Rita Azevedo Gomes
com Maria Gonçalves, Bruno Terra, Sophie Balabanian, Manuela de Freitas, Duarte de Almeida
Portugal, 2000 - 90 min
M/12
projeção seguida de conversa com Rita Azevedo Gomes, a confirmar
Com título e epígrafe colhidos num poema de Sophia de Mello Breyner, FRÁGIL COMO O MUNDO foi a segunda longa‑metragem de Rita Azevedo Gomes. Um universo poético muito pessoal, filmado num preto-e-branco austero e sempre rigorosamente composto (fotografia de Acácio de Almeida), para uma história que é um pouco como o encontro dos magoados adolescentes dos filmes de Nicholas Ray com o lirismo sanguíneo de Werner Schroeter. Foi o primeiro trabalho de Patrícia Saramago com Rita Azevedo Gomes, de quem foi montadora, assistente e atriz (com protagonismo em ALTAR) até A PORTUGUESA. “A montagem é o discurso. É quando se decide o que aparece primeiro, o que desconstrói a aparência de algo que parecia ser de certa maneira, quando se criam contradições […], tudo o resto que expõe o mistério da vida humana […] gerindo a harmonia e os contrastes entre todos os elementos.” (Patrícia Saramago) A apresentar em DCP.
29/04/2026, 19h00 | Sala M. Félix Ribeiro
Patrícia Saramago - " Fazer e Refazer é o Dia a Dia numa Sala de Montagem"
OÙ GÎT VOTRE SOURIRE ENFOUÎ?
Onde Jaz o Teu Sorriso?
de Pedro Costa
com Jean-Marie Straub, Danièle Huillet
Portugal, França, 2001 - 104 min
legendado em português | M/6
projeção seguida de conversa com Pedro Costa, a confirmar
No momento da montagem da terceira versão de SICILIA! por Jean-Marie Straub e Danièle Huillet, Pedro Costa rodou uma “comédia da remontagem”. Por detrás da sua paciência “au travail”, terna e violenta, os dois cineastas desvelam uma certa ideia do cinema, do seu cinema, do seu casal e do casal “tout court”. Foi o filme de Costa em que o trabalho de Patrícia Saramago na montagem foi mais decisivo. “Aprendi imenso, com Danièle Huillet e Jean-Marie Straub, ao vê-los a observar os gestos dos atores, ‘o brilho nos olhos’, a mão que bate na mesa em tal palavra dita, começar o plano exatamente onde começa o primeiro som da fala, ações essenciais à gestão de forças dentro da montagem do filme, de qualquer filme, que acabam por definir o ritmo, a aceleração ou pausa, e nesses contrastes enriquecer a forma do filme.” (Patrícia Saramago) A apresentar em DCP.