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CICLO
Mihály Víg e a Música do Desolamento em Béla Tarr
Vindo da cena alternativa da música húngara dos anos 80, Mihály Víg iniciou com o recém desaparecido Béla Tarr uma das mais esfuziantes parcerias na história do cinema, encetada em ÖSZI ALMANACH / ALMANAQUE DE OUTONO (1984) e terminada, de maneira absolutamente memorável, em A TORINÓI LÓ / O CAVALO DE TURIM (2011). Como em raros casos na história do cinema, tais como os de Sergio Leone e Ennio Morricone ou de David Lynch e Angelo Badalamenti, a música de Víg vai participando, de maneira cada vez mais íntima, na construção das atmosferas do cinema de Béla Tarr. O realizador de KÁRHOZAT / PERDIÇÃO (1988) e do monumental SÁTÁNTANGÓ / O TANGO DE SATANÁS (1993) ficou conhecido pelas suas ambiências pesadas enformadas de um olhar algo apocalíptico sobre os destinos da humanidade e, em particular, da sua por vezes malquista Hungria.
Não se trata de bandas sonoras que acompanham imagens, mas de uma música em diálogo íntimo com o universo do seu autor. De tal maneira a música é puxada para a manufatura deste cinema que o próprio Mihály Víg viria a integrar o elenco da obra mais ambiciosa que Béla Tarr nos deixou, SÁTÁNTANGÓ. Víg interpreta uma espécie de “Godot” que, apesar de julgado morto, de facto chega à comunidade desolada do filme, onde entre os seus habitantes domina poderosamente o desejo de partir para nunca mais regressar. A música minimalista, arrastada, cíclica e melancólica de Víg, creditado deste modo como ator e compositor, entranha-se na cosmogonia de Tarr como se fosse dela que as imagens brotam e não, como será mais recorrente, o contrário. Ou como que dando acesso, finalmente, à dimensão musical de uma câmara-que-sabe-dançar e da fotografia danada em preto-e-branco, extraindo desta um sentimento vago muito concretamente sentido.
Mihály Víg, que estará em Lisboa para dar um concerto na Galeria Zé dos Bois (ZDB), marcará presença na sessão de KÁRHOZAT / PERDIÇÃO para lembrar Béla Tarr e a parceria que desenvolveu com o mestre húngaro.
27/02/2026, 21h30 | Sala M. Félix Ribeiro
Ciclo
Mihály Víg e a Música do Desolamento em Béla Tarr
KARHOZAT
“Perdição”
de
Béla Tarr
Hungria, 1987 - 120 min
28/02/2026, 14h00 | Sala Luís de Pina
Ciclo
Mihály Víg e a Música do Desolamento em Béla Tarr
SÁTÁNTANGÓ
de
Béla Tarr
Hungria, 1993 - 430 min
27/02/2026, 21h30 | Sala M. Félix Ribeiro
Mihály Víg e a Música do Desolamento em Béla Tarr
KARHOZAT
“Perdição”
de
Béla Tarr
com
Gábor Balogh, János Balogh, Peter Breznyik Berg
Hungria, 1987 - 120 min
legendado em inglês e eletronicamente em português | M/12
com a presença de Mihaly VÍg
O filme-charneira, que inaugura a “segunda fase” da obra de Tarr, marcada pela continuidade estilística e temática que se ramificaria até ao derradeiro O CAVALO DE TURIM. É também o filme em que Tarr se rodeia de um núcleo de colaboradores (de Laszlo Krasznahorkai para o argumento a Mihaly Víg para a música) que se tornaria decisivo para toda a obra futura. O retrato de uma Hungria lamacenta e chuvosa, uma tristeza paupérrima, que podem corresponder a uma visão do país nos anos do estertor do regime comunista mas que abrem sempre para uma dimensão universal – a esperança (ou falta dela) não é, no cinema de Tarr, uma questão meramente política. Um filme belíssimo, com formidáveis sequências que a música de Vig torna verdadeiramente hipnóticas.
28/02/2026, 14h00 | Sala Luís de Pina
Mihály Víg e a Música do Desolamento em Béla Tarr
SÁTÁNTANGÓ
de
Béla Tarr
com
Mihály Víg, Putyi Horváth, László Lugossy, Éva Almássy Albert
Hungria, 1993 - 430 min
legendado eletronicamente em português | M/12
Um mundo travado, a ilusão da ação, a ilusão da utopia. Uma parábola totalmente evidente sobre um longo período da história de uma parte da Europa, e um filme totalmente obscuro sobre a imagem e o (seu) movimento. Um dos insubstituíveis “trabalhos sobre o tempo” por parte do cinema moderno. Sete horas e dez minutos que podem mudar a nossa visão do cinema. Ou a nossa visão. Muito possivelmente, a obra-prima de Béla Tarr, e o filme que mais fez pelo seu reconhecimento internacional.