CICLO
Carta Branca a David Stenn


Argumentista, produtor, biógrafo de Clara Bow (Clara Bow: Runnin’ Wild, 1988) e de Jean Harlow (Bombshell: The Life and Death of Jean Harlow, 1993), David Stenn é também um cinéfilo apaixonado, entusiasta persistente e patrono comprometido com a salvaguarda e a difusão de filmes, tendo financiado o restauro de obras há muito consideradas perdidas ou indisponíveis (incluindo um muito recentemente “achado” com Olive Borden), algumas das quais entretanto já exibidas nas nossas salas. Faz parte, desde 2009, da Direção do Departamento de Cinema do MoMA em Nova Iorque, é membro do Conselho Consultivo do Arquivo de Cinema e Televisão da UCLA em Los Angeles e do Conselho de Administração do Museu George Eastman em Rochester. O encontro com a Cinemateca deu-se em 2021, quando David Stenn decidiu investir no nosso arquivo através de um donativo para a aquisição de um equipamento de captura de imagem em película, fundamental para o trabalho diariamente desenvolvido de digitalização de filmes portugueses.
Nascido em Chicago, Illinois, David Stenn licenciou-se em artes na Universidade de Yale, e um ano mais tarde começou a sua carreira televisiva, quando se tornou o mais novo argumentista da série Hill Street Blues/A Balada de Hill Street. Como argumentista, por vezes também como produtor, trabalhou ainda para as séries Alfred Hitchcock Presents (1985-86), 21 Jump Street (o título que lançou Johnny Depp), Beverly Hills 90210, Central Park West, The L Word, Boardwalk Empire. Para cinema, escreveu COOL AS ICE (David Kellogg, 1991). Em 1993, logo após a publicação da biografia de Jean Harlow, David Stenn confidencia a Jacqueline Onassis (editora das duas biografias que escreveu) ter-se deparado, na pesquisa para esse livro, com o que chamaria de “provavelmente o maior escândalo da História de Hollywood, e o mais bem escondido”. Incentivado por Jacqueline Onassis a “descobrir” essa história, a pesquisa daria origem ao primeiro filme que realizou: GIRL 27 (2007).
O programa desta Carta Branca que a Cinemateca lhe entregou é composto por 10 filmes (de uma pré-seleção de 31 títulos apresentada por David Stenn), todos eles com “algum significado para mim, muitas vezes uma história que tenho sobre eles e que as pessoas não conhecem”.
David Stenn estará presente em Lisboa a acompanhar esta Carta Branca.
29/07/2025, 21h45 | Esplanada
Ciclo Carta Branca a David Stenn

The Goddess
A Deusa
de John Cromwell
Estados Unidos, 1958 - 104 min
30/07/2025, 19h30 | Sala Luís de Pina
Ciclo Carta Branca a David Stenn

Three On a Match
de Mervyn LeRoy
Estados Unidos, 1932 - 63 min
30/07/2025, 21h45 | Esplanada
Ciclo Carta Branca a David Stenn

Victimas Del Pecado
de Emilio Fernández
México, 1950 - 85 min
 
31/07/2025, 19h30 | Sala Luís de Pina
Ciclo Carta Branca a David Stenn

Hoopla
Hoopla, A Dançarina Vermelha
de Frank Lloyd
Estados Unidos, 1933 - 85 min
 
31/07/2025, 21h45 | Esplanada
Ciclo Carta Branca a David Stenn

It
Aquilo
de Clarence G. Badger
Estados Unidos, 1927 - 72 min
29/07/2025, 21h45 | Esplanada
Carta Branca a David Stenn
The Goddess
A Deusa
de John Cromwell
com Kim Stanley, Lloyd Bridges, Steven Hill
Estados Unidos, 1958 - 104 min
legendado eletronicamente em português | M/12
Alegadamente inspirado na vida e carreira de Marilyn Monroe - o que seria negado pelo autor do argumento, Paddy Chayefsky, que aqui se estreou na escrita para cinema (e que lhe valeria uma nomeação para o Oscar de Melhor Argumento) - THE GODDESS retrata a vida de uma rapariga solitária e ostracizada que se torna uma estrela de cinema adorada por milhões, mas que é infeliz na vida privada. Foi um dos últimos filmes realizados pelo veterano John Cromwell, e o primeiro papel de Kim Stanley no cinema.

consulte a FOLHA da CINEMATECA aqui
30/07/2025, 19h30 | Sala Luís de Pina
Carta Branca a David Stenn
Three On a Match
de Mervyn LeRoy
com Joan Blondell, Ann Dvorak, Bette Davis, Warren William
Estados Unidos, 1932 - 63 min
legendado eletronicamente em português | M/12
THREE ON A MATCH acompanha a amizade entre três amigas de infância na época da “lei seca” e o reencontro acidental na vida adulta, altura para “tentarem” a superstição de acender três cigarros com um só fósforo: uma vida fica fora de controlo. Pelo caminho, há também drogas, sexo apaixonado, roubo, divórcio, rapto e tentativa de homicídio neste filme que é “uma verdadeira curiosidade e bastante sugestiva a vários títulos” (Manuel Cintra Ferreira).

consulte a FOLHA da CINEMATECA aqui
30/07/2025, 21h45 | Esplanada
Carta Branca a David Stenn
Victimas Del Pecado
de Emilio Fernández
com Ninón Sevilla, Tito Junco, Rodolfo Acosta
México, 1950 - 85 min
legendado eletronicamente em português | M/12
Ninón Sevilla dirigida por Emilio Fernández. Ninón é, aqui, outra “desgraçada” que acabará por encontrar a felicidade após dramas sem fim, tudo começando quando, por piedade, recolhe o bebé abandonado por uma prostituta e é despedida do trabalho por julgarem que é filho dela, sendo forçada a prostituir-se para educar a criança. A fotografia é de Gabriel Figueroa. A exibir em cópia digital.

consulte a FOLHA da CINEMATECA aqui
31/07/2025, 19h30 | Sala Luís de Pina
Carta Branca a David Stenn
Hoopla
Hoopla, A Dançarina Vermelha
de Frank Lloyd
com Clara Bow, Preston Foster, Richard Cromwell
Estados Unidos, 1933 - 85 min
legendado eletronicamente em português | M/12
Último filme de Clara Bow, que se retiraria do cinema aos 28 anos de idade, e que aqui interpreta uma dançarina que aceita 100 dólares de um colega para seduzir o filho (Richard Cromwell) ingénuo e sensível do patrão. Acabará por ser bem-sucedida, quando o leva para um lago e dá um mergulho noturno nua, neste que é um dos últimos filmes lançados antes do Código Hays ser estritamente aplicado. Primeira exibição na Cinemateca.

consulte a FOLHA da CINEMATECA aqui
31/07/2025, 21h45 | Esplanada
Carta Branca a David Stenn
It
Aquilo
de Clarence G. Badger
com Clara Bow, Antonio Moreno, William Austin, Priscilla Bonner
Estados Unidos, 1927 - 72 min
legendado eletronicamente em português | M/12
“Toda a América estava apaixonada por Clara Bow, com a famosa boquinha, os cabelos louros encaracolados e outros atributos (...). O filme foi tão popular, nesse ano de 1927, que o termo it entrou no calão cinematográfico e passou a ser, desde aí, sistematicamente utilizado. Ter it ou não ter it passou a ser a questão e Clara Bow ficou para sempre conhecida com o nome de it girl.”  (João Bénard da Costa, “folha” da Cinemateca). Sim, este é o filme, IT/AQUILO, de Clarence Badger, “responsável” tanto pela fama da atriz (“Clarita” Bow para quase todos) como do próprio realizador. O filme não é exibido na Cinemateca desde o Ciclo “Centenário do Cinema”, em 1995. A exibir em cópia digital.

consulte a FOLHA da CINEMATECA aqui