Pode filmar-se o “ar do tempo”? Chris Marker mergulhou nos arquivos e fez a crónica, simultaneamente épica e intimista, de dez anos (1967-1977) de contestação do sistema político-económico mundial – apropriadamente, o argumento do filme subintitula-se “cenas da terceira guerra mundial”. Uma montagem lírico-dialética da Revolução em curso, da guerra do Vietname às manifestações de estudantes, de Che Guevara aos tanques de Praga, da tortura na América Latina aos bombardeamentos americanos com
napalm. A história de um fracasso? “Ao longo dos últimos dez anos, um determinado número de homens e de forças (por vezes mais instintivas que organizadas) tentaram tomar em mãos os seus destinos e inverter as peças do jogo. Todos eles falharam nos terrenos que tinham escolhido. Apesar disso, a sua passagem foi aquilo que mais profundamente transformou as condições políticas do nosso tempo. Este filme não pretende senão colocar em evidência algumas etapas desta transformação.” (Chris Marker). A apresentar em cópia digital.
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