13/10/2026, 15h30 | Sala M. Félix Ribeiro
Lado B.B.

Em colaboração com a Festa do Cinema Francês
A SIMPLE FAVOR
Um Pequeno Favor
de Paul Feig
com Anna Kendrick, Blake Lively, Henry Golding
Estados Unidos, 2018 - 97 min
legendado em português | M/12
É reconhecível em Paul Feig (BRIDESMAIDS e THE HOUSEMAID) um gosto por “dramédias” algo desbragadas habitadas por mulheres “à beira de um ataque de nervos”. A SIMPLE FAVOR é o seu filme mais sofisticado: um thriller cheio de panache centrado na relação de poder, de devoção e de engodo, gerada entre uma jovem mãe solteira (Anna Kendrick) e uma misteriosa mulher da classe alta com um inebriante sentido de estilo (Blake Lively). Quando esta última é dada como desaparecida, a primeira decide investigar o caso por sua conta e risco. Filme repleto de referências à cultura francesa, sobretudo na sua banda sonora, que conta com três temas interpretados por Brigitte Bardot (La Madrague, Une Histoire de Plage e, bem destacado, Bonnie and Clyde, este último com Serge Gainsbourg), mas também no look cool chic de uma assaz venenosa Blake Lively. Primeira exibição na Cinemateca.

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13/10/2026, 19h00 | Sala M. Félix Ribeiro
Com a Linha de Sombra
FINDING NEVERLAND
À Procura da Terra do Nunca
de Marc Forster
com Johnny Depp, Kate Winslet, Julie Christie, Radha Mitchell, Dustin Hoffman
Reino Unido, Estados Unidos, 2004 - 106 min
legendado em português | M/12
Baseado na peça teatral The Man Who Was Peter Pan, de Allan Knee, o filme é o retrato ficcionado do encontro e amizade entre J. M. Barrie (Johnny Depp, num papel muitíssimo aclamado por praticamente toda a crítica) e uma viúva com quatro filhos, que inspiraria o clássico intemporal. Primeira exibição na Cinemateca, a exibir em cópia 35mm.

13/10/2026, 19h30 | Sala Luís de Pina
Noémia Delgado, o Cinema Singular
QUEM FOSTE ALVAREZ? | MAFRA E O BARROCO EUROPEU | A POUSADA DAS CHAGAS – UMA REPRESENTAÇÃO SOBRE O MUSEU DE ÓBIDOS
QUEM FOSTE ALVAREZ?
de Noémia Delgado
com Aurora Gaia, Luís Gaspar, Rui Jacques, Tito Almeida
Portugal, 1988 – 60 min

MAFRA E O BARROCO EUROPEU
de Noémia Delgado (não creditada)
Portugal, 1972 – 3 min (versão mais curta)

A POUSADA DAS CHAGAS – UMA REPRESENTAÇÃO SOBRE O MUSEU DE ÓBIDOS
de Paulo Rocha
com Luis Miguel Cintra, Clara Joana
Portugal, 1971 – 17 min

duração total da projeção: 80 minutos | M/12

Último filme de Noémia Delgado, QUEM FOSTE ALVAREZ? é dedicado ao pintor modernista portuense José Dominguez Alvarez (1906-1942), cuja biografia permanece largamente desconhecida, e só é acessível através de desenhos, pinturas e notas. Combinando materiais de arquivo com reencenações de alguns momentos da vida do artista e depoimentos de Fernando Lanhas, Guilherme Camarinha e Jaime Isidoro, Noémia explora os mistérios que cercam a sua vida artística e pessoal. A sessão é complementada por MAFRA E O BARROCO EUROPEU, a versão mais curta e arrojada de uma encomenda da Torralta, que corresponde à primeira experiência de Noémia na realização, e por um dos filmes de Paulo Rocha que a cineasta montou, e que forjou uma relação de trabalho e de amizade. Encomendada pela Fundação Gulbenkian, A POUSADA DAS CHAGAS é um “filme ópera, neo-kabuki, numa estética de excesso que tem a ver com certos caminhos da arte moderna, em que o dispêndio de energia tenta refundir fragmentos de um mundo fraturado” (Paulo Rocha). A exibir em cópias de película 16mm e 35mm, os dois primeiros em estreia na Cinemateca.


 
13/10/2026, 21h30 | Sala M. Félix Ribeiro
Paulo Branco ou a Vã Glória de Produzir
LOIN DE MANHATTAN
de Jean-Claude Biette
com Jean-Christophe Bouvet, Sonia Saviange, Howard Vernon, Laura Betti
França, 1980 - 80 min
legendado eletronicamente em português | M/12
Com o núcleo de atores que constituía a sua cada vez mais definida “troupe”, a segunda longa-metragem de Jean-Claude Biette é um dos seus filmes mais divertidos – à época, Jacques Siclier, crítico do Le Monde, chegou a comparar os diálogos aos dos Irmãos Marx. Outro crítico notava que, depois da matéria rivettiana em LE THÉÂTRE DES MATIÈRES, LOIN DE MANHATTAN se acercava da vizinhança de Eric Rohmer. Em todo o caso, e para além do olhar paródico sobre um círculo da intelectualidade parisiense (o mundo da arte e dos críticos de arte), LOIN DE MANHATTAN constrói-se sobre um princípio sumamente biettiano – um mistério, mais ou menos irrisório, mais ou menos macguffin: porque é que o pintor René Dimanche passou por um tão longo período de inatividade? É isso que um jovem crítico, acompanhado por uma sua amiga, se propõe descobrir.