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Sessão Antecipação Doclisboa’22


Como habitualmente, a Cinemateca apresenta uma sessão que antecipa as retrospetivas que coorganiza com o festival Doclisboa. Este ano, uma das retrospectivas é temática e a outra é dedicada à obra de um realizador. Na sua 20ª edição, o Doclisboa irá apresentar uma extensa retrospetiva intitulada A Questão Colonial, a ter lugar na Cinemateca Portuguesa e nas outras habituais salas do festival entre 6 e 16 de outubro, um programa que viaja entre 1950 e os dias de hoje, examinando a história da colonização, das guerras e da luta pela independência dos países africanos. A retrospetiva de autor será composta pela apresentação da filmografia integral de Carlos Reichenbach (1945-2012). Um dos nomes essenciais do chamado Cinema Marginal, movimento surgido como reação ao Cinema Novo e à sua institucionalização, Carlos Reichenbach foi autor de mais de duas dezenas de filmes, entre curtas e longas, realizadas ao longo de mais de 40 anos de carreira, sendo um dos principais cineastas associados ao cinema da Boca do Lixo, região central da cidade de São Paulo. Foi aqui que um conjunto de cineastas brasileiros levou a cabo a tarefa de criar produções de baixo orçamento cuja principal característica era serem um espaço de experimentação, mas em simultâneo tivessem apelo popular e espelhassem a realidade brasileira da altura dominada pela ditadura militar, não ligando às regras de produção nem à distribuição nos circuitos comerciais. Relativamente menos divulgado fora do Brasil que alguns dos seus colegas de geração como Júlio Bressane e Rogério Sganzerla, a apresentação da obra corsária de “Carlão” (como era afetuosamente tratado por colegas e fãs) constituirá um dos momentos mais jubilatórios da programação da Cinemateca deste ano.
 
 
01/07/2022, 21h45 | Esplanada
Ciclo Sessão Antecipação Doclisboa’22

Sangue Corsário | Sonhos de Vida | Cabascabo
duração total da projeção: 69 min | M/16
 
01/07/2022, 21h45 | Esplanada
Sessão Antecipação Doclisboa’22
Sangue Corsário | Sonhos de Vida | Cabascabo
duração total da projeção: 69 min | M/16
sessão com apresentação
SANGUE CORSÁRIO
de Carlos Reichenbach
com Orlando Parolini, Roberto Miranda
Brasil, 1980, 10 min

SONHOS DE VIDA
de Carlos Reichenbach
com Patrícia Scalvi, Misaki Tanaka, Roberto Galante
Brasil, 1979, 10 min

CABASCABO
de Oumarou Ganda
França, Nigéria, 1969, 49 min / legendado em português

Duas curtas-metragens de Carlos Reichenbach que são outras tantas portas de entrada no peculiar universo deste realizador essencial do cinema marginal brasileiro abrem esta sessão de antecipação da colaboração entre a Cinemateca e a edição deste ano do Doclisboa. Em SANGUE CORSÁRIO, um bancário encontra um colega de geração, que viveu com ele a aventura contracultural dos anos 1960 e os dois deambulam por São Paulo. Trata-se de um poeta andarilho (interpretado pelo poeta Orlando Parolini), com o qual desfrutou intensamente esses anos até assentar numa vida burguesa. Tendo como ponto de partida do argumento um texto de promoção turística publicado num jornal, SONHOS DE VIDA acompanha a viagem de duas operárias da periferia de São Paulo até uma estância balnear próxima. A fechar a sessão, um filme que integrará o programa A Questão Colonial. CABASCABO, média-metragem assinada por Oumarou Ganda (o “Edward G. Robinson” de MOI, UN NOIR), obra seminal do cinema da Nigéria. Cabascabo, escrito, realizado e interpretado por Ganda, inspira-se na sua história pessoal de um antigo combatente da Infantaria francesa na Guerra da Indochina. Num tom tragicómico, seguimos as desventuras de Cabascabo, que delapida o seu soldo enquanto tenta encontrar o seu lugar na vida civil. A apresentar em versões digitais.

consulte a FOLHA DA CINEMATECA de SANGUE CORSÁRIO e SONHOS DE VIDA aqui

consulte a FOLHA DA CINEMATECA de CABASCABO aqui