04/11/2026, 15h30 | Sala M. Félix Ribeiro
A segunda vez que Borzage adaptou uma peça do húngaro Ferenc Molnár, depois de LILIOM, quatro anos antes. Embora quase desconhecida no estrangeiro, era uma peça popularíssima na Hungria, uma parábola anti-belicista sobre a educação para a guerra, protagonizada por rapazes adolescentes numa academia militar. Foi um filme que gerou muitos mal entendidos, sobretudo na Europa, onde na Alemanha nazi e na Itália fascista se viu nele “uma apologia do heroísmo” desprovida de “choraminguice pacifista”, e no festival de Veneza de 1935 NO GREATER GLORY levou o Prémio do Partido Nacional Fascista para melhor obra estrangeira. Anos mais tarde, Borzage ainda não continha as gargalhadas quando evocava o episódio: “a coisa mais bizarra que me aconteceu, faço um filme contra a guerra e o Mussolini dá-me um prémio!”.
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