27/11/2026, 15h30 | Sala M. Félix Ribeiro
Correspondências - Rita Azevedo Gomes | Realizadora Convidada
LA VIE DE BOHÈME
de Aki Kaurismäki
com Matti Pellonpää, Évelyne Didi, André Wilms
Finlândia, 1992 - 103 min
legendado em inglês e eletronicamente em português | M/12
Motivos clássicos não faltam no cinema de Aki Kaurismäki, normalmente revistos à luz de um qualquer twist mais ou menos irónico. Assim acontece em LA VIE DE BOHÈME, que retoma o texto de Henri Murger que servira, entre outros, para uma célebre ópera de Puccini, contando uma história contemporânea, em Paris, que junta artistas na miséria e imigrantes sem documentos. Uma belíssima demonstração do idealismo kaurismäkiano, sempre encontrado entre a dureza da realidade e a fantasia romântica que se lhe vem sobrepor – como, duas décadas mais tarde, aconteceria em LE HAVRE, filme que retomou, noutro contexto, algumas personagens de LA VIE DE BOHÈME. De notar, ainda, participações especiais, em pequenos papéis, de gente como Samuel Fuller. “À semelhança de ervas flutuantes os personagens de Kaurismäki são um artifício inventado. Mas as pessoas que lhes dão forma são a mais real das realidades.” (Rita Azevedo Gomes, 2023)




 
27/11/2026, 19h00 | Sala M. Félix Ribeiro
Paulo Branco ou a Vã Glória de Produzir
ASPERN
O Manuscrito de Aspern
de Eduardo de Gregorio
com Bulle Ogier, Jean Sorel, Alida Valli, Teresa Madruga
França, Portugal, 1982 - 96 min
legendado eletronicamente em português | M/12
A segunda incursão de de Gregorio e do argumentista Michael Graham na obra de Henry James (depois de SÉRAIL de 1976) é uma adaptação de Os Papéis de Aspern. Confirmando a universalidade da mundividência de James, a história é transposta da Veneza do século XIX para a Lisboa do século XX: Jean Sorel tenta seduzir a tímida Bulle Ogier (no seu segundo filme com o realizador) para conseguir ter acesso ao lendário espólio de poemas – escritos por um amante famoso – que pertence à sua tia, uma velha viúva, interpretada por Alida Valli. O filme é inédito comercialmente em Portugal. Primeira exibição na Cinemateca, a exibir em nova cópia 35mm.

27/11/2026, 19h30 | Sala Luís de Pina
Correspondências - Rita Azevedo Gomes | Realizadora Convidada
A CONQUISTA DE FARO | FUCK THE POLIS
A CONQUISTA DE FARO
de Rita Azevedo Gomes
com Rita Durão, Anísio Franco, João Reis, Leonor Baldaque, Marie Carré, João Pedro Bénard, Manuel Cintra Ferreira
Portugal, 2005 – 33 min

FUCK THE POLIS
de Rita Azevedo Gomes
com Bingham Bryant, Mauro Soares, João Sarantopoulos, Maria Novo, Rita Azevedo Gomes, Loukianos Moshonas, Maria Farantouri
Portugal, 2025 – 74 min / legendado em português

duração total da projeção: 107 min | M/12

A partir de um argumento de Agustina Bessa-Luís, A CONQUISTA DE FARO, que teve origem numa proposta de Faro Capital Nacional da Cultura 2005, fixa-se em dois casais que se encontram, de passagem. Ocupa-os uma conversa sobre a lenda da cidade, que cruza uma dupla traição e tempos diferentes, desaguando num surpreendente plano-sequência final, com a vibração de Janis Joplin, “Ball & Chain”. O que está dito nesse final com um burro na autoestrada da algarvia CONQUISTA, ressoa na Grécia turística do recente FUCK THE POLIS (primeira apresentação na Cinemateca). Filmado a partir de um argumento de Rita e Regina Guimarães e um mosaico de textos, é um filme marinho ancorado numa experiência de viagem da própria Rita uns vinte anos atrás, que celebra a vida, a liberdade de filmar, constatando a perda civilizacional da ideia de polis. Diz a sinopse, “Convencida de que o seu destino estava traçado, Irma fez uma viagem à Grécia. Hoje, refaz esse percurso, acompanhada por três jovens. De ilha em ilha, entre o céu e o mar, os viajantes leem, escutam e vivem, movidos por um anseio de beleza e claridade.”





 
27/11/2026, 21h30 | Sala M. Félix Ribeiro
Frank Borzage - O Lugar mais Sagrado
TILL WE MEET AGAIN
Até à Vista
de Frank Borzage
com Ray Milland, Barbara Britton, Walter Slezak
Estados Unidos, 1944 - 88 min
legendado eletronicamente em português | M/12
Um dos poucos filmes de guerra, apesar de tudo, que Borzage dirigiu. É a história de um aviador americano abatido sobre território francês, acolhido e protegido por uma freira que o esconde no seu convento. A freira era para ser interpretada por Maureen O’Hara, mas entretanto engravidou e teve que passar o papel, adiando o encontro com Frank Borzage para THE SPANISH MAIN. Não é exibido na Cinemateca desde 1990. A apresentar em cópia digital (segunda exibição em dezembro).