A 15ª PEDRA: MANOEL DE OLIVEIRA E JOÃO BÉNARD DA COSTA EM CONVERSA FILMADA POR RITA AZEVEDO GOMES
Palavra a Rita Azevedo Gomes: “Cruzam-se três gerações: Antes de tudo, Manoel de Oliveira, o realizador presente em todo o século XX, o que foi berço do próprio cinema, e que, com cada um dos seus filmes surpreende ao mesmo tempo que reafirma, sem transigência, o seu conceito cinematográfico; depois, João Bénard da Costa, aquele que pelos filmes entrou e pelo cinema e com o cinema viu e deu a ver a vida; e por fim, eu própria que, desde a minha ‘iniciação’ no cinema me aproximei de ambos e que, de cada vez que estive perante os dois juntos, fui observando, para além do exposto, uma relação pessoal. Relação essa, mantida e continuada ao longo dos muitos anos e duma finura fundamentada num género de entendimento humano e respeito mútuo que é raro ter a sabedoria para fazer perdurar. Terá a ver com a tal ‘educação’ para lá chegar? Nasce daí, creio eu, uma luz qualquer que se me assemelha ao conceito de liberdade de espírito, e liberdade na expressão desse espírito. Também isto eu procurava ‘retratar’”.
