14/11/2026, 15h00 | Sala M. Félix Ribeiro
Cinemateca Júnior | Sábados em Família
KIRIKOU ET LES BêTES SAUVAGES
Kirikou
de Bénédicte Galup, Michel Ocelot
França, 2005 - 75 min
legendado em português | M/6
Sequela da belíssima animação KIRIKOU E A FEITICEIRA (1998), baseada num conto da África Central. O avô, reinando na sua gruta azul, explica: “A história de ‘Kirikou e a Feiticeira’ era demasiado curta. Não tivemos tempo para contar tudo o que Kirikou conseguiu realizar. E ele fez coisas realmente incríveis que não podemos esquecer. Ouçam, vou contar-vos...” E conta-nos como o inventivo Kirikou se tornou jardineiro, detetive, oleiro, comerciante, viajante e médico - sempre o herói mais pequenino, porém o mais corajoso. Primeira apresentação na Cinemateca.
 
14/11/2026, 16h00 | Sala Luís de Pina
Correspondências - Rita Azavedo Gomes | Realizadora Convidada
A 15ª PEDRA: MANOEL DE OLIVEIRA E JOÃO BÉNARD DA COSTA EM CONVERSA FILMADA POR RITA AZEVEDO GOMES
de Rita Azevedo Gomes
com Manoel de Oliveira, João Bénard da Costa
Portugal, 2004 - 117 min
M/12
Palavra a Rita Azevedo Gomes: “Cruzam-se três gerações: Antes de tudo, Manoel de Oliveira, o realizador presente em todo o século XX, o que foi berço do próprio cinema, e que, com cada um dos seus filmes surpreende ao mesmo tempo que reafirma, sem transigência, o seu conceito cinematográfico; depois, João Bénard da Costa, aquele que pelos filmes entrou e pelo cinema e com o cinema viu e deu a ver a vida; e por fim, eu própria que, desde a minha ‘iniciação’ no cinema me aproximei de ambos e que, de cada vez que estive perante os dois juntos, fui observando, para além do exposto, uma relação pessoal. Relação essa, mantida e continuada ao longo dos muitos anos e duma finura fundamentada num género de entendimento humano e respeito mútuo que é raro ter a sabedoria para fazer perdurar. Terá a ver com a tal ‘educação’ para lá chegar? Nasce daí, creio eu, uma luz qualquer que se me assemelha ao conceito de liberdade de espírito, e liberdade na expressão desse espírito. Também isto eu procurava ‘retratar’”.
 
14/11/2026, 18h00 | Sala M. Félix Ribeiro
Correspondências - Rita Azavedo Gomes | Realizadora Convidada
BANSHUN
Primavera Tardia
de Yasujiro Ozu
com Chishu Ryu, Setsuko Hara, Haruko Sugimura
Japão, 1949 - 108 min
legendado em português | M/12
BANSHUN é o filme que inaugura o período final da obra de Ozu, as obras de grande maturidade que o fizeram conhecer tardiamente no estrangeiro. É a partir daqui que, no seu cinema, a trama narrativa se torna rarefeita e o estilo visual se depura ao máximo: raríssimos movimentos de câmara, ausência total de panorâmicas, sequências ligadas unicamente por cortes e a celebérrima posição da câmara (a “câmara Ozu”), quase sempre a mesma, à altura de uma pessoa sentada no chão, à japonesa. E como sempre, neste período final, Ozu conta histórias de separação e resignação, histórias de mudanças e da passagem do tempo. No programa, faz par com A 15ª PEDRA. A apresentar em cópia digital.
 
14/11/2026, 21h30 | Sala M. Félix Ribeiro
Correspondências - Rita Azavedo Gomes | Realizadora Convidada
EIKA KATAPPA
de Werner Schroeter
com Gisela Trowe, Carla Aulaulau, Rosy-Rosy, Magdalena Montezuma
República Federal da Alemanha, 1969 - 138 min
legendado eletronicamente em português | M/14
Primeira longa-metragem de Schroeter, EIKA KATAPPA contém elementos fundamentais do seu cinema, aos quais o cineasta ficará fiel até o fim – “Uma coleção de associações de imagens e sons do mundo em que vivo.” Sob o signo das “imagens dispersas”, ilustra a paixão de Schroeter pela música, da ópera ao pop, e as peças musicais ouvidas são “ilustradas” por “cenas” extremamente livres e sem relação necessária. Visto por Rita Azevedo Gomes pela primeira vez nos inícios de 1970, projetado num lençol branco, sem legendas, EIKA KATAPPA foi “uma total revelação, num país amordaçado pela ditadura e pela censura que nos isolava do resto do mundo.” (Rita Azevedo Gomes, 2023)