06/11/2026, 15h30 | Sala M. Félix Ribeiro
Frank Borzage - O Lugar mais Sagrado
AFTER TOMORROW
de Frank Borzage
com Charles Farrell, Marian Nixon, Minna Gombell
Estados Unidos, 1932 - 79 min
legendado eletronicamente em português | M/12
Um filme feito por insistência da Fox, que pretendia aproveitar o sucesso de BAD GIRL e mais não pedia a Borzage do que se copiasse a si próprio. A tal ponto que, uma vez garantido Charles Farrell para protagonista, se insistiu muito com Janet Gaynor para vir reeditar o “par maravilha” dos grandes Borzages do fim do mudo, mas ela recusou. O filme – uma “valsa de frustrações”, para usar a expressão de Hervé Dumont – passou à história como um exemplo do “Borzage-funcionário de estúdio". Na Cinemateca, não é exibido desde 1990. A apresentar em cópia 35mm de preservação cedida gentilmente pelo UCLA Film & Television Archive.


 
06/11/2026, 19h00 | Sala M. Félix Ribeiro
Centenário de Carlos Wallenstein
JOGO DE MÃO
de Monique Rutler
com João Lagarto, Júlio César, São José Lapa, Orlando Costa, Zita Duarte, Teresa Roby, João Calvário, Carlos Wallenstein, Isabel de Castro
Portugal, 1983 - 109 min
M/12
Sessão apresentada por Jorge Leitão Ramos
Segunda das três longas-metragens realizadas até hoje por Monique Rutler, apresentada em competição oficial no Festival de Veneza em 1983, JOGO DE MÃO combina todas as recorrências do cinema da autora com uma experiência narrativa particular (as suas quatro histórias, lançadas pelo jogo de mão dos Robertos) que, entre outros efeitos, lhe permitem ampliar muito o espectro de representação sociológica. Filme sem centro – ou em que o centro é precisamente o de uma certa vivência quotidiana portuguesa, visível ou subterrânea –, é portanto, antes de mais, um exemplo do cinema de observação e dissecação social através do qual Monique Rutler nos olhou, de uma forma ao mesmo tempo solidária e distanciada, ao longo de cerca de uma década. Originalmente subtitulado “Sátira ao Machismo Lusitano”, JOGO DE MÃO é um retrato poliédrico do lugar da mulher num país de homens. O crítico Francisco Ferreira afirmou que se trata do filme que “melhor retratou a condição da mulher portuguesa (…) um filme preciosíssimo, a espaços comovente, demasiado próximo do osso, do que fomos, do que somos, e do que nos constitui como portugueses”.
A exibir em cópia 35mm.



 
06/11/2026, 19h30 | Sala Luís de Pina
Frank Borzage - O Lugar mais Sagrado
BAD GIRL
Uma Jóia de Rapariga
de Frank Borzage
com Sally Eilers, James Dunn, Minna Gombell, Paul Fix
Estados Unidos, 1931 - 90 min
legendado eletronicamente em português | M/12
O segundo Oscar conquistado por Frank Borzage como realizador, BAD GIRL é uma comédia dramática à volta dos temas centrais da obra de Borzage, o amor e a adversidade, com a história de um casal numa época de crise económica, onde o melodrama se mistura com um olhar realista muito duro (o Código de Produção ainda não estava em vigor, mas foi um filme que chamou muito a atenção do sempre zeloso Will Hays). É o primeiro dos grandes filmes de Borzage (pertence inequivocamente à galeria das suas obras primas) a terem a Grande Depressão como fundo.


 
06/11/2026, 22h00 | Sala M. Félix Ribeiro
Correspondências - Rita Azevedo Gomes | Realizadora Convidada
EFTER REPETITIONEN
Depois do Ensaio
de Ingmar Bergman
com Erland Josephson, Ingrid Thulin, Lena Olin
Suécia, França, 1984 - 72 min
legendado eletronicamente em português | M/12
Depois de um ensaio, o encenador Henrik encontra-se com Anna, filha de uma antiga amante. Os dois evocam a história de amor que podiam viver, e Anna parte. Escrito em 1980, realizado em 16 mm para televisão, ampliado e remontado para uma “versão cinema” em 1984, foi a última colaboração entre Bergman e o diretor de fotografia Sven Nykvist. “Não é apenas um filme sobre o teatro (outros, muitos outros, houve na carreira de Bergman) mas um filme em que num único décor (décor de teatro, palco vazio), Bergman reflete sobre o que o teatro é e sobre o que os atores são. E é sobretudo aos atores a quem dedica esta obra, com a declaração – única na sua carreira – de que ama os atores, e os ama acima de tudo e todos.” (João Bénard da Costa) No programa, faz par com ALTAR.