02/11/2026, 15h30 | Sala M. Félix Ribeiro
Um filme em que está presente um dos grandes nomes dos palcos americanos, presença nem por isso muito assídua em Hollywood, Helen Hayes, que anos mais tarde diria que Borzage foi “o melhor realizador de toda a minha carreira”, ao lado do esfíngico Gary Cooper, magnífico como sempre e vulnerável como nunca. Esta obra-prima de Borzage adapta uma história de Hemingway (que detestou o filme), sobre um amor impossível entre um soldado e uma enfermeira, durante a Primeira Guerra Mundial. É bastante evidente que Borzage tornou seu o romance de Hemingway, e isso foi notado logo na época, com o crítico do
New York Times a escrever que “é o Sr. Borzage que domina o filme, não é o Sr. Hemingway”. De resto, toda a sequência final tem um fulgor romântico com que Hemingway não poderia sequer sonhar, e é das coisas mais sublimes que Borzage filmou. A exibir em cópia digital (segunda exibição em dezembro).