31/10/2026, 15h00 | Sala M. Félix Ribeiro
Cinemateca Júnior | Sábados em Família
CICLO PEQUENA HISTÓRIA DO CINEMA As Origens da Magia do Cinema FILMES DOS PRIMÓRDIOS
de Louis e Auguste Lumière, Alice Guy-Blaché, Georges Méliès e Aurélio Paz dos Reis,
1895-1912 - 45 min
mudos | intertítulos em francês legendados em português | M/6
conversa com a programadora Neva Cerantola acompanhamento ao piano por Catherine Morisseau
Vamos iniciar a nossa viagem ao ano zero do cinema e descobrir as primeiras “vistas animadas” assinadas pelos franceses Louis e Auguste Lumière como a famosa chegada do comboio e o primeiro “apanhado” cómico de sempre, e outras que, com a colaboração de operadores de câmara, mostram imagens captadas em diversas partes do mundo. Com Georges Méliès e os seus efeitos especiais, vamos numa incrível aventura rumo ao Polo Norte para, enfim, voltar a casa, na cidade do Porto de 1896, berço do cinema português, com o pioneiro Aurélio Paz dos Reis. O grande destaque vai para Alice Guy-Blaché, uma das primeiras realizadoras do mundo a plantar a semente da narrativa ao contar histórias de ficção e fantasia.

SESSÃO DESCONTRAÍDA
A sessão decorre numa atmosfera acolhedora, com regras mais flexíveis no que diz respeito ao movimento e ao ruído dos espectadores, e pode implicar pequenos ajustes na iluminação e no som, bem como no acolhimento do público, para melhor se adaptar às suas necessidades. Com a consultoria da associação Acesso Cultura.




 
31/10/2026, 16h00 | Sala Luís de Pina
O Cinema de Margaret Tait em Diálogo, com Peter Todd, Charlotte Wells, Ute Aurand, Roberto Rossellini, Luke Fowler
MARGARET TAIT: DO INÍCIO AO FIM
MY ROOM. VIA ANCONA 21
Reino Unido, 1951 – 3 min

BLUE BLACK PERMANENT
Reino Unido, 1992 - 84 min

filmes de Margaret Tait

Duração total da projeção: 87 min
legendado eletronicamente em português | M/12

Embora Tait tenha provavelmente filmado outras coisas antes, MY ROOM. VIA ANCONA 21 é, em muitos sentidos, o seu primeiro filme, o seu primeiro apontamento intimista de um espaço. O quarto e a morada do título referem-se ao apartamento no qual Tait viveu enquanto estudava em Roma (nome de rua que virá a inspirar a sua produtora, a Ancona Films). Entre esse momento iniciático e a sua primeira (e única) longa-metragem passaram 40 anos. BLUE BLACK PERMANENT é, ao mesmo tempo, a síntese de uma obra e a afirmação de uma revolução. Composta a partir de uma teia de flashbacks que cruzam três gerações de mulheres (Barbara que quer conhecer o seu passado, a mãe Greta e a avó Mary), o filme é uma “autobiografia abstrata”, onde Tait (à época já com 74 anos) se revê nas três personagens. Um filme de uma beleza desmesurada e de uma extraordinária audácia formal que precisa de ser (re) descoberto. BLUE BLACK PERMANENT foi a primeira longa-metragem de ficção realizada por uma mulher na Escócia. A exibir em cópias digitais.


 
31/10/2026, 18h00 | Sala M. Félix Ribeiro
Viagem ao Fim do Mudo
FRAU IM MOND
A Mulher na Lua
de Fritz Lang
com Gerda Maurus, Willy Fritsch, Kirsten Heilberg, Fritz Rasp
Alemanha, 1929 - 190 min
mudo, intertítulos em português | M/12
ACOMPANHAMENTO AO PIANO POR JOÃO PAULO ESTEVES DA SILVA Sessão com apresentação e intervalo de 10 minutos
Uma expedição à Lua, em 1929, em busca de ouro, com fabulosos cenários, numa história de amor, de cobiça, de luta contra o destino e de fracasso, como todos os filmes de Lang. Ao fim da aventura, só restarão um homem e uma mulher, novos Adão e Eva num mundo deserto. FRAU IM MOND tem a curiosidade de ter sido também o primeiro grande filme de ficção científica feito com rigor. Foi o último título mudo de Lang. “Obcecado pela exatidão documental, Lang quer imagens visionárias, não uma utopia fantasiosa. Ao imbróglio e ao ritmo da vida moderna, já presentes em SPIONE, junta-se aqui a sua paixão pela técnica moderna e futurista” (Bernard Eisenschitz).
O filme é apresentado na versão restaurada pela Cinemateca que partiu de uma cópia em nitrato de época, conservada no seu arquivo, e integra igualmente o programa “ANIM, 30 Anos”.

31/10/2026, 19h30 | Sala Luís de Pina
O Cinema de Margaret Tait em Diálogo, com Peter Todd, Charlotte Wells, Ute Aurand, Roberto Rossellini, Luke Fowler
MARGARET TAIT & LUKE FOWLER: REFLEXÕES
Com a presença de Peter Todd
ON THE MOUNTAIN
de Margaret Tait
Reino Unido, 1973 - 35 min

BEING IN A PLACE:
A PORTRAIT OF MARGARET TAIT

de Luke Fowler
Reino Unido, 2023 - 60 min

FOR LUKE
de Peter Todd
Reino Unido, 2012 - 3 min

Duração total da projeção: 98 min
legendado eletronicamente em português | M/12

ON THE MOUNTAIN é um dos mais conhecidos filmes de Margaret Tait, uma reflexão sobre a mudança da (memória) no tempo através da evolução de Rose Street (em Edimburgo). Tait inclui na íntegra (pontas e tudo) um dos primeiros registos que fez quando ali montou o seu estúdio (o filme ROSE STREET de 1956) descrevendo, por contraste, a vida daquela rua: preto e branco e agora cor, anos 1950 e agora 70, juventude e agora meia-idade, comunidade e agora especulação imobiliária. Também Luke Fowler trabalha a memória de um lugar (Orkney) a partir da (re)utilização de imagens de Margaret Tait. BEING IN A PLACE apropria-se de material não montado, descartado ou incompleto filmado por Tait (assim como os seus cadernos não publicados). Tendo como ponto de partida o projeto (nunca concretizado) da realizadora, “Heartlandscape: Visions of Ephemerality and Permanence”, Fowler desenha um retrato de Tait e da sua relação com os lugares a partir dos seus próprios vestígios. Uma homenagem ao cinema e à postura estética e ética de Margaret Tait. Numa sessão de reflexos, terminamos com FOR LUKE, onde Peter Todd vira a câmara para o amigo: o observador é observado pelo observante. A exbir em cópias digitais.



 
31/10/2026, 22h00 | Sala M. Félix Ribeiro
O Cinema de Margaret Tait em Diálogo, com Peter Todd, Charlotte Wells, Ute Aurand, Roberto Rossellini, Luke Fowler
ROBERTO ROSSELLINI & MARGARET TAIT: A BRECHA DA MODERNIDADE
ONE IS ONE
de Margaret Tait
Itália, Reino Unido, 1951 - 33 min

VIAGGIO IN ITALIA
Viagem em Itália
de Roberto Rossellini
Itália, 1954 - 85 min

Duração total da projeção: 118 min
legendado em português | M/12

Em Roma, quando estudava no Centro Sperimentale di Cinematografia, Tait conheceu Roberto Rossellini. O que mais a impressionou foi o modo como o realizador trabalhava sem argumento. Em fevereiro de 1951, quando se preparava para rodar ONE IS ONE escreveu um pequeno ensaio sobre o autor italiano onde explicou que “os produtores têm as pessoas presas quando têm o guião escrito. Assim, no sentido de preservar a sua liberdade, [Rossellini] não escreve o guião. Mas investiga o ambiente, o tipo de personagens, etc.” Tait compreendeu tão singularmente o cinema de Rossellini que antecipou em três anos VIAGGIO IN ITALIA. É que também em ONE IS ONE um casal deambula por Roma separando-se e reencontrando-se por ação das ruínas do passado – tê-lo-á visto Rossellini? Independentemente disso, VIAGGIO IN ITALIA é, como escreveu Jacques Rivette na sua célebre Lettre sur Rossellini’ “uma brecha por onde todo o cinema moderno deve obrigatoriamente passar”. A exibir em cópias digitais.