27/10/2026, 15h30 | Sala M. Félix Ribeiro
O Cinema de Margaret Tait em Diálogo, com Peter Todd, Charlotte Wells, Ute Aurand, Roberto Rossellini, Luke Fowler
ROBERTO ROSSELLINI & MARGARET TAIT: A BRECHA DA MODERNIDADE
ONE IS ONE
de Margaret Tait
Itália, Reino Unido, 1951 - 33 min

VIAGGIO IN ITALIA
Viagem em Itália
de Roberto Rossellini
Itália, 1954 - 85 min

Duração total da projeção: 118 min
legendado em português | M/12

Em Roma, quando estudava no Centro Sperimentale di Cinematografia, Tait conheceu Roberto Rossellini. O que mais a impressionou foi o modo como o realizador trabalhava sem argumento. Em fevereiro de 1951, quando se preparava para rodar ONE IS ONE escreveu um pequeno ensaio sobre o autor italiano onde explicou que “os produtores têm as pessoas presas quando têm o guião escrito. Assim, no sentido de preservar a sua liberdade, [Rossellini] não escreve o guião. Mas investiga o ambiente, o tipo de personagens, etc.” Tait compreendeu tão singularmente o cinema de Rossellini que antecipou em três anos VIAGGIO IN ITALIA. É que também em ONE IS ONE um casal deambula por Roma separando-se e reencontrando-se por ação das ruínas do passado – tê-lo-á visto Rossellini? Independentemente disso, VIAGGIO IN ITALIA é, como escreveu Jacques Rivette na sua célebre Lettre sur Rossellini’ “uma brecha por onde todo o cinema moderno deve obrigatoriamente passar”. A exibir em cópias digitais.

A sessão repete no dia 31 às 22h00, na sala M.Félix Ribeiro.


 
27/10/2026, 18h30 | Sala M. Félix Ribeiro
Dia Mundial do Património Audiovisual
DIA MUNDIAL DO PATRIMÓNIO AUDIOVISUAL / ANIM, 30 ANOS
ACOMPANHAMENTO AO PIANO POR FILIPE RAPOSO | Sessão com apresentação entrada livre mediante levantamento de bilhete meia hora antes da sessão
Uma seleção de seis filmes percorre diferentes momentos da animação portuguesa e enquadra a projeção de a lenda de miragaia, realizado em 1931 e considerado o primeiro filme de animação feito em Portugal através da técnica denominada de silhuetas. Dado como perdido durante décadas, o filme foi recentemente descoberto e depositado nos cofres do ANIM. Esta extraordinária descoberta é acompanhada por filmes de Servais Tiago, Artur Correia e Ricardo Neto, Pedro Serrazina, Regina Pessoa e Abi Feijó, permitindo acompanhar algumas das transformações da animação portuguesa ao longo de mais de seis décadas. A sessão integra igualmente o programa “ANIM, 30 Anos”.
27/10/2026, 19h30 | Sala Luís de Pina
O Cinema de Margaret Tait em Diálogo, com Peter Todd, Charlotte Wells, Ute Aurand, Roberto Rossellini, Luke Fowler
UTE AURAND & MARGARET TAIT: PINTAR UM LUGAR
GLIMPSES FROM A VISIT TO ORKNEY IN SUMMER 1995
de Ute Aurand
Alemanha, 2020 - 5 min / mudo

HAPPY BEES
de Margaret Tait
Reino Unido, 1954 - 17 min

THE LEADEN ECHO AND THE GOLDEN ECHO
de Margaret Tait
Reino Unido, 1955 - 7 min

CALYPSO
de Margaret Tait
Reino Unido, 1955 - 4 min

LAND MAKAR
de Margaret Tait
Reino Unido,1981- 32 min

Duração total da projeção: 65 min
legendados eletronicamente em português | M/12

Depois de organizar uma mostra dos filmes de Margaret Tait em 1993, que percorreu vários cinemas na Alemanha, Ute Aurand quis visitar a realizadora escocesa em Orkney, para aí poder ver os seus outros filmes que não integravam o catálogo da London Film-Makers’ Co-op (atual Lux Films). Nesse verão de 1995 começaram também a filmar a quatro mãos (Tait tinha 75 anos, Aurand 37) o projeto “Video Poems of the 90th” que ficaria inacabado. GLIMPSES recupera algumas dessas imagens, a que se juntam outras filmadas por Aurand no arquipélago. Partindo deste encontro, a sessão é dedicada ao berço espiritual e estético de Tait, Orkney. HAPPY BEES (a exibir em 16mm) é um filme-poema sobre esse arquipélago, cheio de vida e cor (“uma evocação da minha infância”). Já THE LEADEN ECHO AND THE GOLDEN ECHO (a exibir em 16mm) parte do poema homónimo de Gerard Manley Hopkins e dá corpo às palavras que cantando a beleza vivaz da juventude também antecipam a sua inevitável decadência. E prolongando o gosto pela cor chega-nos CALYPSO, animação pintada diretamente na película, fundindo o seu desejo de aproximar pintura e cinema. A sessão termina com LAND MAKAR, ‘orcadiano’ para “poeta da terra”, referindo-se a Mary Graham Sinclair, uma agricultora sua vizinha. Filmado ao longo de quatro anos, acompanha o trabalho no campo de uma mulher solitária onde “cada sequência é como uma série de quadros” (Tait). CALYPSO e LAND MAKAR são exibidos em cópias digitais.

27/10/2026, 21h30 | Sala M. Félix Ribeiro
Dia Mundial do Património Audiovisual
LETTY LYNTON
Enfeitiçados
de Clarence Brown
com Joan Crawford, Nils Asther, Robert Montgomery
Estados Unidos, 1932 - 84 min
legendado eletronicamente em português | M/12
Sob embargo durante mais de noventa anos, por motivos de direitos de autor, LETTY LYNTON é um dos mais de duas dezenas de títulos que junta Joan Crawford a Adrian, lendário chefe de guarda-roupa da M-G-M e que é também, em grande parte, responsável por tornar a atriz num ícone da moda dos anos 30 (deste filme, o vestido com “puffed sleeves” seria copiado e produzido em massa para venda a preços módicos a uma escala antes nunca vista). Neste filme da Hollywood pré-código e cujo argumento se baseia no romance homónimo de Marie Belloc Lowndes (por sua vez baseado numa história real), Joan Crawford é uma “socialite” que abandona o seu amante e acaba por ser chantageada por ele. A apresentar em nova cópia digital restaurada. Primeira exibição na Cinemateca.

A sessão repete no dia 30 às 15h30, na sala M.Félix Ribeiro.