26/10/2026, 15h30 | Sala M. Félix Ribeiro
Nos 130 Anos de Leitão de Barros
MARIA PAPOILA
de Leitão de Barros
com Mirita Casimiro, António Silva, Eduardo Fernandes, Alves da Costa, Maria Cristina
Portugal, 1937 - 105 min
M/12
Com A CANÇÃO DE LISBOA, esta é sem dúvida a “comédia portuguesa” de maiores qualidades cinematográficas: o ritmo da narrativa é rápido, eficaz e o realizador consegue mudar de tom a meio da narrativa. A história: Maria Papoila, criada de servir na Lisboa salazarista de finais da década de trinta, apaixona-se por Eduardo, cuja farda a ilude sobre a diferença de condição social que os separa. Maria Papoila foi a única passagem de relevo pelo cinema de uma das melhores e mais populares atrizes do teatro português: Mirita Casimiro, que compõe magnificamente uma labrega de teatro e cinema, ingénua, de bom coração e com uma pronúncia que, evidentemente, é cómica.

26/10/2026, 18h00 | Sala Luís de Pina
Paulo Branco ou a Vã Glória de Produzir
CONVERSA COM PAULO BRANCO
Entrada gratuita mediante levantamento de bilhete uma hora antes do início da sessão.
O ciclo é pontuado por uma conversa mensal onde serão abordados os filmes exibidos durante este mês e onde o produtor irá resgatar algumas memórias ligadas à sua génese e à sua relação com os realizadores que os dirigiram.
26/10/2026, 19h00 | Sala M. Félix Ribeiro
O Cinema de Margaret Tait em Diálogo, com Peter Todd, Charlotte Wells, Ute Aurand, Roberto Rossellini, Luke Fowler
SESSÃO DE ABERTURA: OS RETRATOS DE MARGARET TAIT
Sessão com apresentação
THREE PORTRAIT SKETCHES
Reino Unido, 1951 – 10 min, mudo

A PORTRAIT OF GA
Reino Unido, 1952 – 5 min

HUGH MACDIARMID: A PORTRAIT
Reino Unido, 1964 – 9 min

COLOUR POEMS
Reino Unido, 1974 – 12 min

WHERE I AM IS HERE
Reino Unido, 1964 – 35 min

filmes de Margaret Tait

Duração total da projeção: 71 min
legendados eletronicamente em português | M/12

                
Realizado em Itália, THREE PORTRAIT SKETCHES marca o início do fascínio de Tait pelo retrato (fílmico). Eis três figuras mudas: uma menina de seis anos, uma jovem indiana, e aquele que se tornaria um dos mais importantes cineastas argentinos, Fernando Birri. “Gosto da ideia de fazer cinema como quem pinta um retrato”, defendeu a realizadora, estabelecendo a relação direta com o filme seguinte, A PORTRAIT OF GA: depois de retratar “três amigos em Roma, voltei para casa e fiz o retrato da minha mãe”. E o que daí resultou é deslumbrante. A sessão prossegue com outro retrato intimista, desta feita de um poeta e amigo, Hugh MacDiarmid (então com 71 anos) – um retrato do homem e das suas palavras. Tait era, também, poeta e em COLOUR POEMS desenvolve a ligação entre as duas práticas, referindo-se-lhe como “um poema que começou com palavras e foi terminado com imagens”. A sessão termina com WHERE I AM IS HERE, um dos exemplos mais altos da expressão lírica do cinema de Tait, com a sua poética das pequenas coisas. Decomposto em sete partes e partindo de um argumento com seis linhas, “a minha vontade era fazer um filme com a sua própria lógica, as suas correspondências internas, os seus ecos e ritmos, tudo a partir da exploração do dia-a-dia, do banal.” A apresentar em cópias 16mm.


 
26/10/2026, 21h00 | Sala Luís de Pina
Paulo Branco ou a Vã Glória de Produzir
NO DIA DOS MEUS ANOS
de João Botelho
com Jessica Weiss, João Lagarto, André Costa, Madalena Rodrigues
Portugal, 1988 - 65 min
M/12
NO DIA DOS MEUS ANOS faz parte de um filme em episódios, um “género” muito frequente no cinema europeu nos anos 60 e 70, tendo como tema condutor os quatro elementos. João César Monteiro ilustrou a água, Joaquim Pinto o fogo, João Mário Grilo a terra e João Botelho o ar. O realizador explica que “este não era o meu elemento preferido, teria preferido a terra, mas o ar dava-me mais luta”, o que era vantajoso para um cineasta que não gosta da facilidade. Como em outros filmes de Botelho deste período, à volta de uma história central há outras histórias, pontuadas pela presença constante do mais impalpável dos elementos, o ar.

26/10/2026, 21h30 | Sala M. Félix Ribeiro
A Cinemateca com o DocLisboa: Lino Brocka - Matem o Artista Nacional
DALAGA SI MISIS, BINATA SI MISTER
“A Esposa está Solteira e o Marido é Solteiro”
de Lino Brocka
com Nora Aunor, Christopher De Leon, Carmi Martin
Filipinas, 1981 - 93 min
legendado eletronicamente em português | M/12
Derradeira colaboração da superestrela filipina Nora Aunor com Lino Brocka, apenas um ano depois de BONA. Uma comédia à maneira das americanas, “de recasamento”, Nora Aunor desempenha o papel de uma cantora e Christopher De Leon, um habitué de Brocka, um executivo no ramo da publicidade. Ambos são casados mas só no papel, pois vivem a vida como dois solteirões. A relação azeda quando o “marido solteirão” comete uma falha aquando do aniversário de casamento, momento em que a personagem de Aunor decide dizer “basta”. Comédia divertida que mostra a versatilidade de um cineasta habitualmente associado a melodramas politicamente engajados.