14/10/2026, 15h30 | Sala M. Félix Ribeiro
Lado B.B. - Em colaboração com a Festa do Cinema Francês
LA VÉRITÉ
A Verdade
de Henri-Georges Clouzot
com Brigitte Bardot, Charles Vanel, Paul Meurisse, Sami Frey, Marie-José Nat
França, Itália, 1960 - 130 min
legendado eletronicamente em português | M/12
Este foi o filme em que Brigitte Bardot se consagrou (ou a quiseram consagrar) como atriz, procurando varrer a imagem de “boneca” sexual. B.B. interpreta a figura de uma mulher acusada de ter morto o amante, um jovem e promissor maestro. Clouzot constrói um puzzle, que tem por centro a sala de tribunal onde decorre o julgamento, ramificando-se por uma série de flashbacks que, a pouco e pouco, vão revelando o carácter das personagens. Mas a “verdade” será possível de ser “entrevista”? Uma notável interpretação de Charles Vanel na figura do advogado.

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14/10/2026, 19h00 | Sala M. Félix Ribeiro
Noémia Delgado, o Cinema Singular
MÁSCARAS
de Noémia Delgado
Portugal, 1976 - 110 min
M/12
MÁSCARAS é um exemplo maior de um cinema simultaneamente poético e etnográfico. Noémia Delgado filmou-o entre o Natal de 1974 e a quarta-feira de Cinzas de 1975 em Varge, Grijó da Parada, Bemposta, Podence, Rio de Onor e Bragança. Centrando-se nos caretos tradicionais de Trás-os-Montes, registou os rituais seculares do “Ciclo de inverno”, associados ao solstício e à iniciação à idade adulta. Ao registar um conjunto de tradições, cujo significado e rigor na representação se estavam a diluir progressivamente no tempo, reencenando mesmo algumas delas, Delgado fará muito pela recuperação e revitalização dessas mesmas tradições das “terras de feição ainda arcaizante do Nordeste Trasmontano”, como introduz a voz de Alexandre O’Neill. O som é de Philippe Costantini e a imagem de Acácio de Almeida (com José Reynès). Um filme que, dada a sua dimensão, se confunde com o nome da autora. Na sessão de dia 2 mostraremos MÁSCARAS no seu suporte original em 16mm, e na de dia 14 a cópia resultante de um recente restauro digital.

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14/10/2026, 19h30 | Sala Luís de Pina
Lado B.B. - Em colaboração com a Festa do Cinema Francês
ET DIEU... CRÉA LA FEMME
…E Deus Criou a Mulher
de Roger Vadim
com Brigitte Bardot, Curd Jurgens, Jean-Louis Trintignant
França, 1956 - 90 min
legendado eletronicamente em português | M/12
O filme que projetou Brigitte Bardot para o estrelato e que mal começa já nos mostra as costas e rabo nus de B.B. Mas ET DIEU... CRÉA LA FEMME estabelecia também uma nova imagem de “mulher moderna” e confirmava (ou antecipava) a renovação de costumes que em breve agitaria a sociedade francesa. Esta liberdade, assim como o corte com a representação das figuras femininas no cinema francês tradicional, fez de ET DIEU... CRÉA LA FEMME um dos mais importantes prenúncios da Nouvelle Vague.

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14/10/2026, 21h30 | Sala M. Félix Ribeiro
Lado B.B. - Em colaboração com a Festa do Cinema Francês
VIVA MARIA!
Viva Maria
de Louis Malle
com Jeanne Moreau, Brigitte Bardot, Georges Hamilton, Claudio Brook
França, 1965 - 116 min
legendado eletronicamente em português | M/12
Depois da gravidade de LE FEU FOLLET, Malle sentiu a necessidade de fazer “um grande espetáculo, em Cinemascope e a cores” e o resultado foi VIVA MARIA!. Para este filme, inteiramente rodado no México, Malle reuniu as duas mais célebres vedetas femininas do cinema francês de então, Jeanne Moreau e Brigitte Bardot, que em tudo diferem: aspeto físico, porte, capacidades de atriz. A ideia foi fazer um pastiche dos “filmes de compinchas” de Hollywood (segundo o modelo VERA CRUZ, de Robert Aldrich), porém com protagonistas femininas, ambas chamadas Maria. Num ambiente próximo do western e dos filmes situados durante a revolução mexicana, o filme de Malle é um divertimento, com alguns gags próximos da banda desenhada. As duas amigas atravessam incólumes as situações mais perigosas, no meio a eternos combates armados, sem nunca perderem a boa disposição.

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