27/06/2025, 15h30 | Sala M. Félix Ribeiro
Teremos Sempre Michael Curtiz (Parte V)
The Lady Takes a Sailor
Até Parece Mentira
de Michael Curtiz
com Jane Wyman, Dennis Morgan, Eve Arden
Estados Unidos, 1949 - 100 min
legendado eletronicamente em português | M/12
Uma comédia baseada num argumento de nonsense, que, como observou um crítico, parece saída de uma comédia de Mack Sennett.  Uma jovem, com reputação de grande probidade, trabalha para um instituto de defesa do consumidor. Durante uns dias de férias na praia, o seu bote é abalroado por um submarino, guiado por um homem que faz pesquisas para o exército americano. Ele salva-a, mas para proteger o segredo do seu trabalho dá-lhe um sonífero e, ao despertar, ela não pode provar aquilo que viveu e é despedida do emprego. Este tornou-se um dos filmes menos vistos de Michael Curtiz.

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27/06/2025, 19h00 | Sala M. Félix Ribeiro
Ante-Estreias
Procuro T / Homeseek | Quorum | Cá Dentro
com a presença dos realizadores

PROCURO T / HOMESEEK
de Danilo Godoy
Portugal, 2024 – 18 min

QUORUM
de Rafael Fonseca
Portugal, 2025 – 32 min

CÁ DENTRO
de Tiago Pimentel
com Ruben Garcia e Sara Rio Frio
Portugal, 2019 – 17 min

Duração total da projeção: 67 min | M/12

Filme-manifesto, PROCURO T discute a crise da habitação em Portugal, retratando as dificuldades enfrentadas por uma emigrante brasileira para encontrar um apartamento acessível em Lisboa. O filme esteve presente “em forma de Work In Progress” no Marché du Film em Cannes 2024. Filmado no Gerês mas também no ANIM (o centro de conservação da Cinemateca, em Bucelas) e recentemente exibido no festival Montanha (Ilha do Pico, Açores), QUORUM “é, simultaneamente, drama histórico, ficção científica, romance épico e ensaio memorialista – uma obra que celebra o ecletismo, desgastando os géneros, improvisando com ousadia” (Hugo Gomes, Cinematograficamente Falando). Em CÁ DENTRO, “uma mulher dança tentando acordar o desejo do homem.  Mas a solidão é demasiado forte” (da sinopse do filme). Rodado em apenas dois dias, CÁ DENTRO fez parte da selecção oficial do Festival Fantasporto e de outros festivais internacionais.

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27/06/2025, 19h30 | Sala Luís de Pina
Billy Woodberry | Realizador Convidado
In The Street | Free Time
Projeção seguida de conversa com Lúcia Prancha e Billy Woodberry (em inglês)

IN THE STREET
de Helen Levitt, Janice Loeb, James Agee
Estados Unidos, 1946-1952 – 16 min / sem diálogos

FREE TIME
de Manfred Kirchheimer
2019 – 61 min / sem diálogos

IN THE STREET, um filme que Charles Chaplin não se cansava de ver, foi rodado em 1945-46 por sugestão de Janice Loeb e James Agee, por Helen Levitt, que muito fotografou as crianças no Harlem nessa década e cujas fotografias ocupam um importante lugar na história da fotografia. “As ruas dos bairros pobres das grandes cidades são acima de tudo um palco e um campo de batalha”, assim começa o texto do cartão inicial deste esplêndido filme. Concluído em 2019 pelo cineasta nova-iorquino Manfred Kirchheimer, aos 88 anos, FREE TIME é um filme-montagem musical, com sons de Ravel, Bach, Eisler e Count Basie, “um retrato invulgarmente doce da vida de Nova Iorque” (Filmmaker Magazine). Composto com imagens a preto-e-branco filmadas, em 16 mm, por Kirchheimer e Walter Hess em bairros como Washington Heights, Upper West Side ou Hell’s Kitchen, entre 1958 e 1960 (e restauradas pelo primeiro). A sinopse refere a cintilação “de um ritmo de vida diferente [que] capta os momentos de intervalo – miúdos a jogar stickball, lavadores de janelas, gente a ler jornais à varanda de casa – e a beleza arquitetónica de espaços urbanos”. FREE TIME é uma primeira apresentação na Cinemateca, em cópia digital.

Duração total da projecção: 87 min | M/12

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27/06/2025, 21h30 | Sala M. Félix Ribeiro
Revisitar os Grandes Géneros: Era Uma Vez... O Western (Parte II)
Django
de Sergio Corbucci
com Franco Nero, José Bódalo, Loredana Nusciak
Itália, Espanha, 1966 - 90 min
legendado eletronicamente em português | M/16
Depois de Clint Eastwood como O Homem Sem Nome e de Giulianno Gemma como Ringo, eis a terceira personagem mítica do western spaghetti: Django, personificado por Franco Nero, que se tornou uma vedeta popular nos anos 60 com este filme. Sergio Corbucci, um veterano que já realizara filmes em diversos géneros (peplums, comédias com Totò), segue astutamente as pegadas de Leone nestas aventuras de um homem solitário, que percorre o Oeste levando nas bagagens o seu caixão. E no final deixará atrás de si um rasto de morte e destruição: diz-se que, ao todo, terão sido 138 as mortes no filme, sendo que desde este filme inaugural mais de 30 títulos ostentaram a marca – e, neles, pontificará a persona – de DJANGO, sendo o mais recente DJANGO UNCHAINED de Quentin Tarantino. A apresentar em cópia digital.

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