12/10/2022, 15h30 | Sala M. Félix Ribeiro
A Cinemateca com o Doclisboa: Carlos Reichenbach / A Questão Colonial
Desordem em Progresso | Anjos do Arrabalde
duração total da projeção: 124 min
legendados eletronicamente em inglês | M/16
Carlos Reichenbach | em colaboração com a Cinemateca Brasileira

AVISO: A cópia da curta-metragem DESORDEM EM PROGRESSO que nos foi enviada apresenta muita degradação ao nível da imagem e do som, inviabilizando a sua exibição pública. Até ao último momento procurámos uma alternativa, mas infelizmente não arranjámos outra cópia, pelo que o filme não poderá ser exibido nesta sessão, mostrando-se apenas a longa-metragem OS ANJOS DO ARRABALDE
DESORDEM EM PROGRESSO
de Carlos Reichenbach
Holanda, 1990 – 20 min

ANJOS DO ARRABALDE
de Carlos Reichenbach
com Betty Faria, Clarisse Abujamra, Irene Stefania, Vanessa Alves
Brasil, 1986 – 104 min

DESORDEM EM PROGRESSO (encomenda a Reichenbach para o filme em sketches CITY LIFE) é uma paráfrase do lema escrito na bandeira brasileira, “Ordem e Progresso”. Coringa trabalha para uma equipa de filmagens que realiza um documentário sobre a cidade de São Paulo e fica encarregado de guardar o todo­o­terreno da produção, com o qual empreende uma viagem pela periferia da cidade, acompanhado de três amigos: Cubatão, Palhaço e Miico. Através da história destas quatro personagens, Reichenbach constrói um retrato da periferia de São Paulo e da sua comunidade posta à margem da sociedade. Os arrabaldes de São Paulo são o cenário de ANJOS DO ARRABALDE, que oscila entre o melodrama, a comédia de costumes e a denúncia social. Seguimos o quotidiano de três professoras de uma escola pública que carregam traumas e esperanças diferentes. Um retrato político­social da sociedade brasileira da época que explora o choque de classes, o machismo, a dureza da vida na periferia e a precariedade do trabalho. Dália, uma das professoras, é interpretada por Betty Faria (que trabalharia com Reichenbach quase 20 anos mais tarde, em BENS CONFISCADOS).

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12/10/2022, 18h00 | Sala Luís de Pina
A Cinemateca com o Encontro Internacional Presença, Ausência, Invisibilidade
Branca de Neve
de João César Monteiro
com as vozes de Maria do Carmo, Reginaldo da Cruz, Ana Brandão, Luis Miguel Cintra, Diogo Dória, João César Monteiro
Portugal, 2000 - 75 min | M/12
legendado em inglês
sessão com apresentação e seguida de debate com a participação de Olga Mesa, Paulo Filipe Monteiro e Cláudia Madeira
A BRANCA DE NEVE de João César Monteiro adapta uma peça de Robert Walser que retoma o conto dos irmãos Grimm: salva pelo beijo do Príncipe ao sono das trevas, Branca de Neve confronta a madrasta e o caçador que esta incita a apunhalar a enteada. João César Monteiro deixou a tela quase sempre negra, com raras imagens de outra cor e as imagens sonoras (as vozes dos atores). Na altura deu brado e foi o escândalo, mas já não vale a pena voltar a ele. Vale a pena é voltar a ver BRANCA DE NEVE, outra vez e outra vez, no escuro da sala, no quarto escuro.

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12/10/2022, 19h00 | Sala M. Félix Ribeiro
A Cinemateca com o Doclisboa: Carlos Reichenbach / A Questão Colonial
Sangue Corsário | Alma Corsária
duração total da projeção: 122 min
legendados eletronicamente em inglês | M/16
Carlos Reichenbach | em colaboração com a Cinemateca Brasileira
SANGUE CORSÁRIO
de Carlos Reichenbach
com Orlando Parolini, Roberto Miranda
Brasil, 1979 – 10 min

ALMA CORSÁRIA
de Carlos Reichenbach
com Bertrand Duarte, Jandir Ferrari, Andréa Richa, Mariana de Moraes
Brasil, 1993 – 112 min

Deambulando por São Paulo, dois antigos amigos encontram­se. Viveram juntos os loucos e psicadélicos anos 1960, mas as mudanças económicas e políticas das décadas seguintes afastaram­nos por caminhos de vida diferentes. Um continua a ser poeta, o outro é agora bancário. SANGUE CORSÁRIO é uma homenagem à contracultura brasileira e à poesia de Orlando Parolini, ator em vários filmes de Reichenbach. Em ALMA CORSÁRIA, dois amigos de infância lançam um livro de poesia escrito a quatro mãos. A festa de lançamento reúne um grupo diverso de prostitutas, yuppies burgueses, marginais, músicos, intelectuais e jornalistas. Enquanto a festa avança, o filme recua no tempo, passando por vários momentos da história do Brasil até chegar a 1950, ano em que os amigos se conheceram. Como Reichenbach uma vez escreveu: “Eu não creio que ALMA CORSÁRIA seja um filme de citações, mas um filme que presta homenagem aos autores, aos filmes, aos livros, aos mestres, aos homens e às mulheres extraordinárias que eu conheci.”

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12/10/2022, 21h30 | Sala M. Félix Ribeiro
A Cinemateca com o Doclisboa: Carlos Reichenbach / A Questão Colonial
Dois Córregos
de Carlos Reichenbach
com Carlos Alberto Ricceli, Beth Goulart, Ingra Libertato, Vanessa Goulart
Brasil, 1999 - 110 min
legendado eletronicamente em inglês | M/16
Carlos Reichenbach | em colaboração com a Cinemateca Brasileira
No final dos anos 1960, as adolescentes Ana Paula e Lydia e a jovem Teresa passam as férias numa fazenda em Dois Córregos, no interior do estado de São Paulo. Lá, conhecem Hermes, o estranho e fascinante tio de Ana Paula que já esteve envolvido em atividades de extrema­esquerda. O encontro irá marcar profundamente a vida de todos. Esta analepse compõe a maior parte do filme, que começa nos anos 1990, quando Ana Paula volta a Dois Córregos para recuperar de habitantes ilegais a casa que pertenceu aos seus pais. Um drama em que se entrelaçam com subtileza política, desejo e nostalgia.

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