CICLO
O Cinema Segundo Francisco


Jorge Bergoglio, o Papa Francisco, deverá estar em Lisboa em visita oficial a Portugal no início de agosto, no âmbito da Jornada Mundial da Juventude. Antecipando este acontecimento, e em parceria com o Festival de Juventude associado à Jornada, a Cinemateca exibe alguns dos seus filmes de eleição, tendo por referência a entrevista que concedeu ao padre jesuíta Antonio Spadaro, publicada em 2013 no jornal L’Osservatore Romano, na qual referia a sua antiga paixão pelo cinema e a importância deste na sua formação pessoal e espiritual.
Este pequeno Ciclo, a decorrer nos últimos dias de julho, inclui filmes incontornáveis do neorrealismo italiano (que o Papa definiu como detentor do “poder, próprio da grande arte, de saber captar no inverno aquilo que já era primavera”) e ainda títulos tão diversos como RAPSÓDIA EM AGOSTO, de Akira Kurosawa, I PROMESSI SPOSI, de Mario Camerini e BABETTES GAESTEBUD, de Gabriel Axel. Ao todo, serão cinco filmes que nos darão a conhecer o gosto cinéfilo de uma figura incontornável do século XXI e que nunca abdicou de revelar o seu lado mais pessoal: no seu gosto “pelos artistas trágicos” (dos quais refere, por exemplo, o autor Miguel de Cervantes), a arte cinematográfica foi especialmente marcante, sendo incutida pela influência dos pais que, em criança, o levavam habitualmente ao cinema na sua Argentina natal nos anos 1940. É, por isso, essencial que, citando as palavras do próprio na referida entrevista quando interrogado sobre os seus gostos artísticos, “deveríamos, também, falar sobre cinema”.
 
31/07/2023, 21h45 | Esplanada
Ciclo O Cinema Segundo Francisco

I Bambini ci Guardano
“As crianças Olham Para Nós”
de Vittorio De Sica
Itália, 1952 - 83 min
31/07/2023, 21h45 | Esplanada
O Cinema Segundo Francisco
I Bambini ci Guardano
“As crianças Olham Para Nós”
de Vittorio De Sica
com Luciano de Ambrosis, Isa Pola, Adriano Rimoldi
Itália, 1952 - 83 min
legendado eletronicamente m português | M/12
Com argumento de Cesare Zavattini, o filme de Vittorio De Sica segue a angústia de um miúdo de quatro anos que vê a mãe trocar o pai por um amante. O rapaz vai viver com uma tia, depois com a avó, até que adoece e leva a mãe a prome­ter não voltar a ver o amante. A situação familiar melhora até ao momento em que decidem partir para férias na Riviera. Ainda fora dos estritos códigos neorrealistas, De Sica mostrava--se já preocupado com os “pequenos grandes” dramas do quotidiano. Curiosidade suplementar: a presença de Marcello Mastroianni num pequeno papel, em início de carreira.

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