Os próximos três meses na Cinemateca Portuguesa serão preenchidos por uma grande retrospetiva de um nome fundamental da geração dos pioneiros do cinema norte-americano: Frank Borzage. Com cerca de 70 títulos previstos, esta será uma das retrospetivas mais completas alguma vez realizadas em torno da sua obra.
Um tesouro cinéfilo, bastante esquecido pelo grande público dos dias de hoje, Borzage desenvolveu uma longa carreira, desde os anos 1910 até ao início da década de 1960, atravessando assim vários períodos da história de Hollywood. Ainda no período do mudo deu-nos alguns dos mais belos momentos de cinema, como por exemplo no par 7th HEAVEN e STREET ANGEL, protagonizados por Janet Gaynor e Charles Farrell, que criaram um dos casais mais inesquecíveis daquela época. São apenas dois dos vários filmes mudos a ver ao longo deste primeiro mês do ciclo Frank Borzage – O Lugar Mais Sagrado, alguns raríssimos e protagonizados pelo próprio, que iniciou o seu percurso precisamente nas lides de ator. Todos terão, como habitualmente nas sessões de cinema mudo na Cinemateca, acompanhamento ao piano.
O resto do mês será dedicado a vários títulos dos anos 1930 e início da década seguinte, onde pontuam nomes como Gary Cooper, Spencer Tracy, Mary Pickford, Jeanette MacDonald, Katharine Hepburn, Maureen O’Hara, Ray Milland ou Ginger Rogers, entre muitos outros.
A partir de novembro e até janeiro de 2027, haverá, assim, oportunidade de ver ou rever o cinema daquele que foi considerado o mais romântico dos cineastas, para quem o amor é uma força espiritual capaz de ultrapassar todas as circunstâncias e barreiras e o lugar mais sagrado a que almejam as suas personagens.
O programa completo pode ser consultado
aqui.