Faleceu Leonel Brito, um dos muitos cineastas portugueses que saíram para a rua para filmar a revolução e os novos ares trazidos pelo 25 de Abril. Um dos sócios fundadores da cooperativa Cinequanon, ao lado de nomes como António de Macedo, Luís Galvão Teles e Amílcar Lyra, entre outros, deixou uma vasta obra para cinema e televisão. De entre o conjunto dos filmes por si realizados, destaque para GENTE DO NORTE (1977), premiado pela Federação Internacional de Cineclubes, COLONIA E VILÕES (1977), um dos títulos editados em DVD pela Cinemateca Portuguesa em colaboração com a Academia Portuguesa de Cinema, ou FÉLIX RIBEIRO: DR. CELULÓIDE (1980), retrato documental do fundador e primeiro diretor da Cinemateca.
Combatente antifascista durante o período do Estado Novo, Leonel Brito teve também um papel de relevo no movimento cineclubista, tendo sido um dos dirigentes do ABC Cineclube.